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DIANE EVANS

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As cenas da Diane estão fora de ordem. Na última parte do episódio 11, quando ela estava em Buckhorn e lia as coordenadas, ela estava usando uma blusa verde, a mesma que usou na cena do bar no episódio 12, quando pesquisou as coordenadas em seu celular. Quando saiu pelas cortinas vermelhas, ela usava uma blusa vermelha.

Quando Diane diz “Coordenadas+2”, ela está lembrando os números que estavam no braço de Ruth, a bibliotecária, atribuindo cada letra na palavra “coordenates” (coordenadas) a um número. Ela precisava adicionar mais dois (2) números para dar o total de 13.

Ao dizer a frase “Let’s Rock” parece estar implicando em conexões com Black Lodge/doppelganger. Uma vez que a frase foi dita pelo Anão e estava escrita no carro de Chester Desmond (que desapareceu após encontrar o Anel da coruja debaixo do trailer de Teresa Banks). Quando ela diz a frase, seus dedos imitam um gesto muito parecido com de Laura Palmer na Sala de Espera. Se Diane for uma Doppelganger, pensando por esse lado, ela tem cabelos brancos igual Leland. Ela viu o Woodsman, e a sua perspectiva era de forma ao contrário. Sabemos que badCooper a visitou por um tempo, e somente quem tem o dom ou os amaldiçoados podem ver espíritos/demônios. Talvez Diane começou a procurar pelo goodCooper sozinha e acabou como doppelganger. Há também uma possibilidade, após o episódio 12, de que Diane esteja sobre influência do Anão, uma vez que a frase “Let’s Rock” foi dita por ele, e também estava escrita no carro.

Acredito que suas mensagens de texto estejam direcionadas para Phillip Jeffries, uma vez que o personagem já está bastante presente na série e tem mantido contato com Ray. Só porque ela aparenta ter uma agenda dupla não significa que é má ou enganadora.

 

FBI

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Albert e Gordon convidam Tammy Preston para participar da força-tarefa Blue Rose, os dois Agentes explicam brevemente do que se trata e brindam a nova Agente ao grupo. O local escolhido para toda cena: cortinas vermelhas. Os casos Blue Rose são classificados “sobrenaturais” por não existir de forma natural, a rosa azul. No filme Fire Walk With Me, vimos a Lil, uma mulher de aparência excêntrica que realizou ações codificadas, como um método do FBI elaborado por Gordon Cole, para rapidamente e secretamente informar ao agente especial Chester Desmond sobre o que esperar durante uma investigação sobre a morte de Teresa Banks. Uma especulação é de que a Francesa que estava fazendo companhia a Gordon, talvez seja a nova Lil.

 

OS CÓDIGOS DE LIL EM FIRE WALK WITH ME

Sem título

– Ela fazia uma careta, o que significa que Desmond teria problemas com as autoridades locais; Eles não seriam receptivos ao FBI.
– Ambos os olhos estavam piscando, o que significava que haveria problemas maiores.
– Ela tinha uma mão no bolso, o que significa que as autoridades locais estavam escondendo algo.
– Mão em formato de punho/mão escondida, indicando que as autoridades locais provavelmente seriam agressivas.
– Ela está caminhando no lugar, o que significa que haveria muito trabalho na investigação.
– Cole afirmou que Lil era sua “mother’s sister’s girl”. Faltava naquela frase a palavra “tio”; Quando Gordon Cole disse isso, colocou quatro dedos na frente de seus olhos, reproduzindo barras de prisão. Isso sugeriu que o tio do Xerife estava na prisão.
– Seu vestido tinha sido feito sob medida (com fios de cores diferentes) para caber em Lil, sendo este um código para drogas envolvidas com a investigação.
– Uma rosa azul estava presa ao vestido.

Na Francesa, em vez de cabelo vermelho e uma careta, mão escondida/em formato de punho, ela tem cabelo escuro, um grande sorriso e mãos abertas. Nenhum problema com as autoridades locais (que seriam talvez, Xerife Truman ou Irmãos Fusco). Seu vestido sob medida significa drogas.

Para recapitular, “Blue Rose” foi a designação ou palavra-chave para alguns casos do FBI sob a liderança de Gordon Cole após o encerramento oficial do Projeto Blue Book. Os casos em si eram aqueles que Project Blue Book não conseguia resolver e o termo foi cunhado por uma biografia de uma mulher antes de morrer. Cole sugeriu que o agente Phillip Jeffries dirigisse uma força-tarefa dedicada a esses casos, que também incluíam os agentes Chester Desmond, Dale Cooper e Albert Rosenfield (é possível que Albert tenha sido convidado após o assassinato de Laura Palmer)

O Projeto Blue Book foi uma investigação da Força Aérea dos Estados Unidos sobre a existência de OVNIs e se eles eram uma ameaça à segurança nacional, originalmente iniciado em 1952. O tenente-coronel Douglas Milford fazia parte do projeto na década de 1960.

O agente especial do FBI, Windom Earle, esteve envolvido no Project Blue Book por um tempo até sua demissão depois de se tornar obsessivo e violento com suas atribuições enquanto procurava um lugar chamado Black Lodge. O personagem não foi mencionado por Albert e Cole. Apesar de ser oficialmente dissolvido em 1969, o projeto continuou a atividade até 1989, com o Major Garland Briggs à procura de um lugar chamado White Lodge. Após a sua dissolução oficial, uma força-tarefa “Blue Rose” foi criada no FBI para investigar casos em que o Livro Azul não poderia fornecer respostas adequadas para isso.

Obs: Essa foi a terceira menção sobre “Blue Rose” na série. Primeiro foi Major Briggs, na Mauze Zone (Purple Room) e depois foi Albert e Gordon Cole, após o interrogatório de badCooper, assim que ele foi preso.

 

SARAH PALMER

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As carnes defumadas fizeram com que, de alguma maneira, Sarah lembrasse dos Woodsmen (detalhe para a cena das escadas na Loja de Conveniência, que tem ligação com o quadro que Laura Palmer recebeu da Sra. Tremond/Chanfont, visto que parte do papel de parede ficou visível). Na cena em que ela está no mercado, Sarah fala sobre os “homens” que estão vindo, provavelmente, os Woodsmen.

Ela sempre foi sensível à presença de BOB e ao sobrenatural, e parece estar bebendo para afogar essa sensibilidade com o maligno. Há uma possibilidade de Sarah estar sobre influência de BOB, já que toda sua família foi marcada pelo mesmo. Um detalhe é que o ventilador de teto estava ligado (que era indício nas cenas de quando ele iria aparecer para Laura ou se manifestar).

A conversa de Hawk com Sarah parecia estar em códigos. É como se Hawk soubesse que algo de errado estivesse acontecendo. Logo (Sarah deixa específico que era não era “alguém” e sim “algo”) há uma possibilidade de ser o rapaz do mercado que iria levar suas compras, mas pela forma que Sarah estava, já podemos deduzir o que pode ter acontecido caso esse rapaz tenha ido pra lá, ou poderia ser a manifestação de outra coisa sobrenatural.

 

AUDREY HORNE

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Na superfície entendemos que Audrey se casou com um homem que podia manipular enquanto via Billy. Billy era dono do caminhão que Richard roubou, para esconder evidências. Richard matou Billy e depois Chuck, o homem com quem Andy conversou e não apareceu depois. É possível que Audrey venha descobrir esses eventos depois que seu marido, Charlie, fez a ligação para Tina, que aparentemente contou para ele tudo o que aconteceu, pois Richard está foragido.

A sequência das cenas de Audrey com o seu marido e Ben com o Xerife Frank

1) Audrey é a mãe. Richard chama Sylvia (mãe de Audrey e Jhonny) de “avó” de modo que Donna, ou alguma
outra mulher do One Eyed Jacks já imposta deva ser descartada. O Xerife Frank foi até Ben porque ele queria que pagasse pela operação de Miriam. Audrey provavelmente se afastou tanto de Ben como de seu filho (e talvez da maioria da população de Twin Peaks). Sua situação é complicada já que ela é “casada” com um homem sob um contrato e, reconhecidamente dorme com “Billy” que agora está desaparecido (ou até mesmo morto).

Se Richard fosse filho de Audrey, o Xerife Frank não falaria diretamente com ela (o parente vivo mais direto)? Não seria esse o procedimento mais adequado para um Xerife? O fato de que o Xerife falou para Ben não significa que o mesmo (como avô) é o parente mais próximo? Ben disse: “Richard nunca teve um pai…” mas ele não disse nada sobre ele não ter uma mãe. Richard não atacou Audrey exigindo dinheiro, ele atacou Sylvia. Talvez Audrey não tenha dinheiro, no entanto, Charlie parece ser o tipo de pessoa que provavelmente não é pobre. Talvez Richard e Audrey sejam filho e mãe distanciados.

2) É possível que Richard seja filho de Donna e a família Hayward tenha rejeitado seu filho, após a revelação de que Ben é o pai real de Donna no final da 2a temporada. Ben e Sylvia se tornaram os guardiões de Richard depois que “algo” aconteceu com Donna (provavelmente há muitos anos) e talvez seja por isso que Gersten Hayward (irmã da Donna, vista com Steven, marido de Becky) esteja na série… para explicar o que aconteceu com a família Hayward.

Acredita-se que toda a cena da Audrey é apenas um sonho (visto que ela própria menciona que teve um sonho com Billy) e que ela ainda está em coma e que não está perto de acordar. Isso explica porque o Xerife Frank falou com Ben sobre Richard, ou que Audrey está com dificuldades mentais, após os traumas, e o seu marido é na verdade seu psiquiatra.

Ficou claro em alguns episódios anteriores que badCooper visitou Audrey (Dr. Hayward menciona no ep 7 que ele esteve na UTI. Essa foi também a única cena em que Audrey foi mencionada e que seu estado de coma ficou explícito. Não é dito se ela por fim acordou ou não. O Doutor apenas diz que ela entrou em coma após a explosão do banco.) enquanto ela estava em coma e que o mesmo possa ter agredido Audrey, e ela tenha engravidado de Richard. Há também uma hipótese de que o pai de Richard seja John Justice Wheeler. Uma vez que badCooper poderia estar no hospital atrás do anel da coruja, visto que Annie ainda poderia estar internada.

Uma interpretação sobre o diálogo entre Audrey e Charlie

Charlie está mantendo Audrey no quarto, bloqueando a saída e recusando-se a sair com ela, alegando que tem um prazo para entregar um trabalho e que também está muito escuro lá fora. Ele também recusa-se a dar suas respostas. O significado do nome Charlie é “homem livre”, o que contrasta com Audrey, que, aparentemente não é uma mulher livre e está vinculada a ele por algum “contrato”. Há muita conversa sobre sono. “Fique aqui e durma” / “Já está tarde e estou com sono. Tenho mais trabalho a fazer antes de eu ir dormir” / “Vi Billy em um sonho na noite passada” / “Estou com tanto sono, mas vou”.

Talvez Audrey realmente esteja em coma (o cansaço/o sono/os sonhos) e algo (Charlie) está impedindo-a de acordar. Talvez ela o inventou em sua mente (“Eu pedi sua companhia, sua proteção”) mas agora ela quer acordar (quebrar o contrato), mas não sabe como.

O marido é um aspecto da personalidade da Audrey, assim como os personagens de Inland Empire são aspectos do personagem principal. Ele (ou ela) está bloqueando Audrey de seus desejos ou talvez tentando orientá-la para a salvação (os dois não são mutuamente exclusivos). Os dois estão para sair, mas ele está bloqueando a saída muitas vezes durante a cena, e o impulso começa a levar Audrey em sua jornada, mas o progresso nunca é feito.

Charlie está muito cansado e repete isso várias vezes, e que está muito escuro lá fora (pois é Lua nova) e que há quilômetros de floresta. Ele parece não saber o que Audrey quer durante toda a conversa, e ela repete isso a todo instante. Ele diz que não possui uma bola de cristal, dizendo a frase em direção a bola de cristal que tem em sua mesa.

Obs: O personagem Trick, no final do episódio no bar Roadhouse, diz que alguém quase o tirou da estrada. Seria badCooper? Será que no próximo episódio o veremos passar pela placa de “Welcome to Twin Peaks” e mudará sua aparência para combinar com o “bom” Cooper?

Outras teorias: A caixa de vidro | Episódio 5 | Episódio 8

Uma sombra se expande sobre Twin Peaks. O horror e o pressentimento acerca de um futuro hediondo e obscuro, quase sempre recorrentes na série e na obras de Lynch, são os protagonistas da décima-segunda parte. A sensação de que algo está prestes a eclodir, presente desde o oitavo episódio – e que ganhou força em meados do último -, toma forma através dos diversos interlúdios – compostos por sequências, semelhante às que ocorrem na segunda temporada, da floresta, enevoada, à noite -, simbolismos e, nesta parte principalmente, o desconhecido.

Somos desafiados, no meio da temporada, a empatizar com ambientes e contextos que, mesmo com rostos familiares, desconhecemos quase que totalmente. E isso, por si só, é capaz de nos deixar tão apreensivos quanto Audrey, na sua primeira aparição. Ou, no pior dos casos, tão indiferentes quanto o Mr. C, em qualquer situação. Afinal, independente da reação, é impossível negar que esse exercício de constante conceptualização, do elemento mais surreal ou da situação mais absurdamente mundana, seja uma das maiores graças de Twin Peaks.

LET’S ROCK

Enfim, descobrimos a natureza do caso Blue Rose da forma mais inesperada possível: clara e simples. Não que o foi dito tenha sido totalmente inédito ou indedutível, mas é ótimo ter a origem do caso finalmente explanada. Como explicado pelo Albert, a operação surgiu da junção do FBI com um seleto grupo das forças militares, com o objetivo de investigar os furos e obstruções no Projeto Livro Azul, tendo como base uma abordagem não tradicional, relatada num livro que dá nome ao caso. Ainda, descobrimos também o estranho método utilizado na escolha de agentes.

Ouça os sons” – ????, S03E01

Apesar de ainda não sabermos a que a frase do Gigante (ou ????), na premiere, realmente se refere, ainda assim podemos dar à ela um certo nível de relevância no desenrolar deste episódio. Primeiro, acompanhamos, através da trilha – e da atuação da Chrysta Bell, que cresce a cada episódio -, o sentimento de realização de Tammy ao finalmente ser contratada na equipe especial de Gordon Cole. Logo em seguida, Diane, que vem sendo posta em vista grossa pela equipe – sem desconfiar de nada disso -, entra no aposento atravessando uma simbólica cortina vermelha aveludada e, após receber a proposta de Albert, profere a frase que dá nome ao episódio. A relação com o The Arm poderia ser mais uma coincidência, se não fosse o característico som distorcido de interferência – que não aparece desde o FWWM.

“ALGUMA COISA ACONTECEU COMIGO!”

Em um curiosa cena, num mercado ~ou loja de conveniência~, o mesmo efeito sonoro se repete. Sarah Palmer (Grace Zabriskie, um dos destaques do episódio), retorna depois da sua pequena aparição na primeira parte, assustando a todos com um aviso sinistro. As indagações que ela faz à atendente – que por sinal, é um tanto semelhante a própria Laura Palmer – lembram as frases soltas de Phillip Jeffries – já mencionado no episódio, na sua breve aparição em Seattle – e realmente não se referem à pacotes de carne defumada ao todo. “Você estava aqui quando eles vieram primeiro?”, talvez se refira a primeira manifestação dos seres de outra dimensão aos habitantes de Twin Peaks. E “Homens estão vindo! Homens estão vindo!” pode servir de aviso sobre a volta deles e, bem, eles tem um gosto por lojas. Afinal, o ventilador-de-teto da casa dos Palmer voltou a girar e nem isso, nem os barulhos vindos de dentro dela servem de bom presságio.

É uma maldita história ruim, não é, Hawk?

ESCAVE PARA FORA DESSA MERD* POR $29,99

Dougie/Cooper continua sendo… Dougie. No episódio dessa semana, sua aparição fica reservada à uma curta cena, um tanto desanimadora para quem espera pela sua volta. A desventura de Jerry Horne continua, com ele finalmente saindo da parte mais densa da mata, mesmo que ainda perdido.

Na sua loja de cortinas silenciosas, Nadine continua a assistir Lawrence Jacoby, com o seu show do Dr. Amp a todo vapor e pás. A abertura de sempre, seguida da já conhecida propaganda satírica, introduzem mais um discurso, mais uma vez voltado para as grandes corporações e… políticos. De alguma forma, pouco à pouco, eu me sinto cada vez mais convencido a comprar a minha própria pá dourada.

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É sempre ótimo ter Carl (Harry Dean Staton) na tela, seja dando caronas, tocando violão ou acompanhando o que ocorre no seu parque de trailers. A sua conversa com Kriscol foi um, dos diversos momentos mais humanos do episódio.

“VOCÊ NÃO VAI ME CONTAR O QUE ELA FALOU?!”

A parte 12 conseguiu, surpreendentemente, ser tão provocativa quantas as outras. É angustiante a forma quase perversa em que as cenas são desenvolvidas através de um acúmulo de expectativas para enfim terminar da forma mais anticlimática possível. Primeiro, nós, assim com Albert, acabamos nos intrometendo, sem querer, em um momento íntimo, entre Gordon e uma garota francesa. Nós esperamos, assim como Albert, a moça calçar os saltos, retocar o batom, arrumar o vestido e degustar mais um pouco de sua taça de vinho para, finalmente, ela deixar o quarto. Terminamos somente com uma declaração da apreensão de Cole para com o seu parceiro.

A volta da Audrey leva isto para outro nível. Durante toda a temporada, tivemos momentos que envolviam, direta ou indiretamente, à ela e ao que se passou durante esses 25 anos. Neste episódio em específico, o diálogo entre Frank Truman e Benjamin Horne, além de discutir sobre Richard e a estranha casualidade do aparecimento da chave do quarto de Cooper, tem insinuação mais explícita do parentesco do garoto. “Ele não teve um pai”, diz Ben, quase confirmando o horror que se passa na cabeça de todos nós. Ainda assim, a primeira aparição da Audrey não revela nada sobre o seu filho.

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Se Albert incorporou nós durante toda aquela cena com o Cole, ela faz o mesmo aqui. Ficamos sabendo do seu cônjuge com Charlie (o excelente Clark Middleton), resultado, provavelmente, de um contrato entre os dois. Apesar de terem, de certa forma, atingido uma relação “harmoniosa”, Audrey mantém abertamente para o seu marido, um caso com outro homem, também casado. O que aconteceu com Billy? Depois de um longo telefonema e uma discussão sobre casacos, a lua nova e papéis, ninguém, a não ser Tina (a esposa) e Charlie, sabe.

“Jogo interrompido”

Este é talvez o episódio mais movimentado que tivemos nessa temporada até então. Iniciamos a décima primeira parte com um calmo jogo de crianças que é interrompido pela visão sanguinolenta de Miriam Sullivan, que se arrasta em direção à elas em estado crítico. Ao que parece, Miriam conseguiu sobreviver ao violento ataque que sofreu de Richard no episódio anterior e se arrastou para fora de seu trailer antes que o pior acontecesse (lembrando que Richard deixou uma vela acesa e o gás do fogão vazando para que o trailer explodisse). Pelo visto de nada adiantou que o policial Chad interceptasse a carta enviada por Miriam para a delegacia, sendo que a própria está viva para contar à polícia o que viu no dia do atropelamento.

“Eu não tenho carro!”

tumblr_oto8e3JnUr1qaf8zvo2_1280Seguimos então para o camping de trailers Fat Trout, onde Becky recebe um telefonema sobre o marido Steven que a deixa com os nervos à flor da pele. Ela telefona para Shelly no RR e diz que precisa urgentemente utilizar seu carro. Shelly parte para socorrer a filha, mas ao chegar se depara com uma Becky fora de si, carregando uma arma. Shelly tenta impedir a saída da filha se jogando por cima do capô, mas Becky ignora a mãe e o carro segue seu curso. Desesperada, Shelly pede auxílio a Carl, que lhe dá uma carona e a ajuda a contactar Bobby na delegacia (o que confirma finalmente que Bobby é mesmo o pai de Becky).

Voltando à Becky, a garota entra como um raio em um prédio de apartamentos e esmurra uma das portas, chamando pelo marido. Ao não obter resposta, ela perde as estribeiras e atira diversas vezes contra a porta. O barulho dos tiros ecoa pelos corredores e nos leva até outro andar, onde encontramos Steve escondido ao lado de ninguém menos que… Gersten Hayward!

MV5BNDAzOTAzZWItNzE3Ny00NDkxLWJmNmMtM2QzNTQ2ZmFkMzFiXkEyXkFqcGdeQXVyNTI4MzI4NTQ@._V1_SY1000_CR0,0,1333,1000_AL_Lembram-se da irmã mais nova de Donna, a garota prodígio que tocava piano muitíssimo bem? Pois é, é com essa ruivinha que o marido de Becky aparentemente anda pulando a cerca.

“Não existe reforço para isso”

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Saindo um pouco de Twin Peaks, seguimos para Buckhorn, onde Gordon, Albert, Tammy, Diane e o detetive Macklay levam Bill Hastings até o local onde este diz ter tido seu encontro místico com o Major Briggs. O local parece ser uma casa abandonada e depredada. Gordon, Albert, Bill e Diane notam a presença de alguns Woodsman, os misteriosos “homens de graxa”, que circundam a casa aparecendo e desaparecendo e parecem “guardar” o local. Gordon e Albert adentram a propriedade, enquanto Tammy fica para trás lhes dando cobertura e Macklay permanece no carro vigiando Hastings.

Ao se aproximar da casa, Gordon nota uma espécie de fenda temporal que se abre no céu e parece tentar sugá-lo. Dentro da fenda, ele tem a visão de três Woodsman guardando a escadaria de um local escuro e depredado (o local se assemelha bastante aos corredores pelos quais Laura andou em seu sonho dentro do quadro em FWWM, inclusive possui o mesmo papel de parede florido. vale notar também que essa escada pode levar à sala onde as entidades do Black Lodge se reúnem, lembrem que o local de reunião fica em cima de uma loja de conveniência).

Ao perceber que Gordon está prestes a ser sugado, Albert o puxa para trás e a fenda desaparece (notem também que Albert que estava mais próximo percebeu a manifestação, mas os outros que ficaram para trás não). Ao continuarem a vasculhar o local, eles encontram o resto do corpo de Ruth Davenport jogado no terreno (apenas o corpo, lembrem que a cabeça foi encontrada no primeiro episódio acoplada ao corpo do Major Briggs). Enquanto fotografam o corpo, Diane nota um Woodsman se aproximando do carro onde estão Macklay e Hastings, e alguns segundos depois, a cabeça de Hastings é destroçada (ficando com a mesma aparência que os cadáveres de Sam e Tracey, mortos no primeiro episódio).

“Reunião familiar”

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De volta à Twin Peaks, Bobby e Shelly sentam com Becky no RR e tentam resolver a situação da filha. Becky diz odiar Steven mas ao mesmo tempo não quer deixá-lo, e nega que ele já tenha a agredido fisicamente (o que sabemos ser mentira, pelo o que vimos no último episódio). No meio da conversa, Shelly se ausenta para se encontrar com seu pretendente/namorado do lado de fora da lanchonete, e assim descobrimos que Bobby e Shelly não estão mais juntos. Não só isso, mas o pretendente de Shelly é Red, o traficante que faz truques de mágica (ou possui poderes?) que assustou Richard alguns episódios atrás. Ao que parece, Shelly continua gostando de bad boys.
É então que um tiro vindo do lado de fora faz com que Bobby saque sua arma e saia para investigar o ocorrido. Um garoto dentro de um carro no cruzamento em frente à lanchonete disparou a arma ao pegá-la para brincar. Ao mesmo tempo que tenta acalmar a mãe do garoto e o trânsito parado, Bobby nota que o garoto não só se veste como o pai negligente (ambos estão vestidos de farda), mas possui a mesma atitude de indiferença à toda a situação. A cena ilustra um ciclo de repetição comportamental que é passado de geração a geração, e que é visto também na família do próprio Bobby. Becky repete os mesmos erros que a mãe cometeu na juventude, se casou jovem com um homem abusivo e não sabe como largá-lo, e a própria Shelly continua se ligando a homens encrenqueiros, inclusive parece ter perdido o interesse em Bobby assim que ele se “endireitou”.

Se não bastasse todo o caos, Bobby vai tentar acalmar uma senhora que não pára de buzinar e gritar que precisa sair dali, pois está com uma passageira doente. A passageira, uma garotinha, se levanta do banco como um zumbi enquanto baba uma substância verde. Essa é talvez a passagem mais bizarra desta temporada até então. Terá essa cena algum significado, ou será apenas mais um momento Lynchiano wtf? Ou então será uma homenagem de Lynch aos filmes de zumbi de George Romero? Seria uma homenagem bastante irônica, já que Romero faleceu recentemente.

“Você nunca vai querer saber sobre isso”

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Na delegacia, Frank e Hawk conversam sobre a mensagem deixada dentro do dispositivo pelo Major Briggs. Hawk abre um mapa indígena muito antigo, onde mostra para Frank o local das coordenadas deixadas pelo Major, e também explica o significado de alguns símbolos. O símbolo do fogo pode ser bom ou ruim (dependendo da intenção por trás daquele fogo), o símbolo de um milharal significa vida e fertilidade, mas quando juntado com um fogo negro significa morte. Lembrem que o fogo é um símbolo proeminente entre os habitantes do Black Lodge, e o milho é a substância utilizada por eles como alimento (também chamada de garmonbozia). Frank nota no mapa um símbolo idêntico ao contido na mensagem do Major (o mesmo símbolo que também estava na carta de baralho que Mr. C mostrou à Darya no segundo episódio) e pergunta seu significado a Hawk, que diz “você nunca vai querer saber sobre isso”.

O telefone toca e Margaret transmite outra mensagem a Hawk: “existe fogo no lugar aonde eles estão indo” e seu tronco teme muito aquele fogo.

“Tremendo como vara verde”

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De volta à Bruckhorn, Albert, Gordon, Diane, Tammy e Macklay se reúnem na delegacia para tomar café e discutir os acontecimentos. Gordon nota que sua mão não pára de tremer desde o último acontecimento (lembrando que no final da segunda temporada, Cooper, Pete e uma senhora no RR também tiveram esse tremor na mão que permaneceu inexplicável). Diane omite o fato de ter visto o Woodsman se aproximar do carro para matar Hastings (ela diz tê-lo visto se afastando do carro e não se aproximando), e tenta sutilmente memorizar as coordenadas numéricas escritas no braço do cadáver de Ruth Davenport. Diane já foi pega trocando mensagens de texto com Mr. C. Será ela sua cúmplice por algum motivo?

“O que tem na caixa?”

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Finalmente em Las Vegas, Bushnell Mullins parabeniza Cooper/Dougie por ter (acidentalmente) desvendado as práticas ilícitas que ocorriam dentro da empresa pelas suas costas, e se dá conta que a empresa deve 30 milhões de dólares para os irmãos Mitchum, por conta de uma indenização não paga devido às falcatruas internas recém descobertas. Dougie, agora o “funcionário do mês”, é o enviado para entregar o pagamento aos irmãos pessoalmente. Na saída do prédio para o carro que irá conduzi-lo até o encontro, Cooper tem uma visão de Mike/o Homem Sem Braço na vitrine de uma loja, e obedientemente se dirige para lá, saindo logo em seguida com uma caixa contendo um presente para os irmãos.

Meanwhile, os irmãos Mitchum aguardam ansiosamente a chegada de Cooper/Dougie em um local ermo no deserto, onde pretendem apagar o homem que supostamente está lhes causando tanto prejuízo financeiro. Enquanto esperam, Bradley relata ao irmão o estranho sonho que teve na noite passada com o encontro que estão prestes a fazer, e que nele o machucado que Rodney traz no rosto já havia desaparecido. Ao olharem por baixo do curativo, o machucado não está mais lá (novamente Lynch utiliza elementos de sonho se incorporando à realidade, tema recorrente das temporadas anteriores e do filme). Ao ver Dougie chegando ao local carregando a caixa com o suposto presente, Rodney também se lembra de ter visto aquilo em seu sonho, e que no sonho Dougie na verdade não era um inimigo pois trazia um pagamento milionário para eles. Para comprovar se a situação real se assemelha ao que sonhou, ele decide verificar o conteúdo da caixa para saber se bate com o que viu, e sim, como no sonho, Dougie traz uma torta de cereja na caixa para os irmãos. Não só a torta, mas também o cheque de 30 milhões de dólares de indenização, o que faz os irmãos uivarem de felicidade e mudarem imediatamente de planos. O mais interessante foi saber que Mike de alguma forma conseguiu interferir no sonho de Rodney e plantar elementos que acabariam salvando a vida de Cooper mais tarde.

Não se sabe se a citação foi intencional ou não, mas é impossível ignorar a semelhança de toda essa sequência com a cena final do filme “Seven – Os Sete Crimes Capitais”, que também se passa em um deserto e também traz uma caixa bastante “misteriosa”.

Enfim, ao invés de ser apagado e enterrado, Dougie é levado pelos Mitchum para jantar em um restaurante finíssimo, e lá acontece o reencontro mais fofo dessa temporada. Lembram da velhinha que ganhou uma bolada no cassino ao seguir as indicações de Cooper? Ela aparece no restaurante cheia da grana, acompanhada pelo filho, e abraça e agradece Cooper por ter mudado radicalmente sua vida.

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E enquanto Cooper devora a torta de cereja, a música que o pianista do restaurante começa a tocar chama brevemente sua atenção (muitos fãs especularam que ela lembra Sycamore Trees, canção que ele ouviu logo que entrou no Black Lodge no fim da segunda temporada). Será? Aguardemos pra ver!

Até o próximo recap!

‘Laura é a escolhida’

Depois de tudo o que aconteceu, pode ser fácil esquecer que Twin Peaks sempre se baseou em um dos principais tópicos do gênero ficção/terror: violência deplorável contra a mulher. Mais uma vez, a Log Lady – em sua poética “vida após a morte” – é a nossa guia para nos levar de volta à fonte. De forma assombrosa e dolorosa, a falecida Catherine E Coulson diz a Hawk simplesmente que “Laura é a escolhida”. Isso antes mesmo da visão de Gordon Cole.

O assassinato de Laura Palmer ainda é o prisma através do qual todos os acontecimentos de Twin Peaks devem ser vistos e é um momento bem-vindo de clareza depois de duas semanas do meme “Where Is Twin Peaks?”.

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‘Qual é, vó – eu só quero um pouco de dinheiro’

A série segue um caminho linear – ou o mais próximo disso que se pode obter de David Lynch – até alcançarmos o lugar para onde tudo parece recuar. A metade do episódio vem com o assalto brutal de Richard Horne a sua avó. É este o momento que se revela como o cerne dramático desta 10ª parte, embora esteja envolto de sombras e questões. Os motivos de Richard e seus planos ainda são um mistério tanto quanto o momento em que realmente iremos ver Audrey novamente.

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‘Dougie, você me acha atraente?’ 

Em meio ao misticismo, algumas coisas são feitas em plena luz do dia. O plano dos irmãos Mitchum para lidar com Dougie Jones é revelado rapidamente. Por outro lado, o personagem parece feliz em não saber das mudanças radicais de seu físico (Kyle MacLachlan claramente andou malhando), apesar do estranhamento das pessoas ao seu redor. Janey-E, pelo menos, consegue usufruir da transformação de Dougie em uma das cenas de sexo mais esquisitas que já vimos na televisão em algum tempo.

Mas esse é o encanto desse episódio enquanto ultrapassamos a metade da temporada. Sempre foi errado tentar decifrar essa série, pois esse não é realmente o ponto. Para uma série que nos levou do Black Lodge para Las Vegas e para as expansões mais selvagens da imaginação de qualquer pessoa, neste episódio conseguimos abordar todas as narrativas mais amplas, ao mesmo tempo que voltamos para o foco que foi o gancho que nos prendeu em Twin Peaks em primeiro lugar.

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| Créditos |

Twin Peaks volta ao seu ritmo anteriormente estabelecido, depois do explosivo episódio anterior e duas semanas – tão longas quanto os últimos 26 anos – de espera. Desta vez, enquanto os enredos progridem, é o enfoque no humor característico que guia a nona parte. Muito do material exposto serve para a concluir, ou fomentar teorias, sendo quase didático, comparado aos anteriores. Apesar disso, na metade da temporada, há ainda quem não se agrade com o “respiro” dado no episódio desta semana.

“Cooper Flew The Coop”

Aparentemente, um tiro seguido por uma estranha “cirurgia-ritual”, são insuficientes para parar o Mr.C. Ensanguentado, com o semblante vazio e aterrorizante de sempre, toda a sequência dele, ao chegar na fazenda invadida por seus capangas, serve como um aviso: se a volta do Agente Cooper original realmente depender da morte do Doppelganger, o caminho pela frente será longo – principalmente com o Good Cooper sendo provavelmente um, dos dois alvos de Hutch (Tim Roth) em Las Vegas. É confirmado o papel do Bad Cooper como mandante dos serviços de Ducan Todd (Patrick Fischler), também em LA. Com um tiro, todos os rastros são apagados, mas pelo menos desta vez nós sabemos quem é o remetente da última mensagem dele, antes de partir.

Os Detetives Fusco

Os elementos para o descobrimento da existência do Dougie/Cooper finalmente começam a se revelar, ao passo em que o próprio ainda luta para alcançar consciência, à cada visão do seu passado. Uma amostra de DNA, junta à investigação da identidade do sujeito, são peças que, ligadas ao desaparecimento do Mr. C, parecem ser a chave para os desdobramentos em LA. O zoom in dado em Dale, nos incita a olhar nos seus olhos e imaginar o quê desperta ali, na mistura de referências à memória, do seu serviço anterior, patriotismo, tomadas e saltos vermelhos – muito semelhante com os utilizados pela Audrey.

Os conflitos internos de Dougie e Jane-E, desta vez, servem somente de porta para um dos destaques do episódio: no lugar de testes nucleares ou vassouras varrendo, temos a dinâmica quase cartunesca dos irmãos Fusco. Movimentos de cabeça sincronizados, falas intercaladas e insinuações de causos passados, citados no episódio, formam um ambiente único dentro da série.

“Está é a Cadeira”

Pelo título, é notável o estranho apreço por mobílias da nona parte. No departamento de polícia de Twin Peaks, encontramos Andy e Lucy introduzindo o elemento de interesse a seguir: cadeiras. Sendo da cor vermelha ou bege, o que realmente importa é o que está dentro. No caso da Sra. Briggs (interpretada, novamente, pela maravilhosa Betty Stewart), um estranho instrumento e um olhar para o passado. Relembrar um dos mais tocantes momentos na série original, entre o General e o seu filho, e ver a realização da visão sobre o futuro de Bobby, é de se encher os olhos.

“… Meu filho estava parado lá. Ele estava feliz e despreocupado, claramente vivendo uma vida de profunda harmonia e alegria. Nos abraçamos, um abraço caloroso e terno, nada sendo contido. Nós éramos, neste momento um. Minha visão se do por fim e eu acordei com sentimento tremendo de otimismo e confiança, em você e no seu futuro. Essa foi a minha visão de você…” – General Garland Briggs, S02E01

A relação entre pai e filho continua a guiar os mistérios deixados por Garland, e a discussão sobre o “dispositivo” e a forma como foi aberto, também lembra mais um momento da segunda temporada. A solução é simples: Bobby, assim como Pete Martell fez com a caixa dada de presente para Catherine, simplesmente a joga no chão. Do objeto, saem dois papéis. Sobre um, nós sabemos a origem e do quê os “2 Coopers” envolvem, tendo assim mais uma das pistas para o descobrimento de Dougie. Mas, o misterioso lugar à leste do “Palácio de Jack Rabbit”, ambiente presente na infância de Bobby e nomeado pelo o mesmo, junto às duas datas, um horário e o ritual envolvendo areia no bolso, são mais elementos a perdurar pelos próximos episódios.

SCUBA-DIVE

É o próprio Dwight que anuncia a fuga do Mr.C – permitida pelo mesmo – à Gordon e cia. Eles aproveitam a oportunidade e seguem para Buckhorn, com o objetivo de investigar o suposto cadáver do Garland Briggs. Lá, apesar de não aparecerem nenhum woodsman, ou coisa do tipo, temos através de William Hastings (Matthew Lillard, que faz um espetáculo de performance), respostas sobre o que aconteceu ao General e os mistérios que rodam as outras dimensões.

O retorno continua livre ao apresentar iconicidade própria e até reverência a própria comunidade de fãs, visto  a existência do site do Bill, como material promocional, e todo o seu visual marcante dos anos 90, assim como os primeiros sites baseados na série. Através dele, temos algumas indicações sobre o quê as aparições e visões de Garland envolvem: viagens no tempo, eletricidade, universos paralelos e multidimensões.

“Eu não sou o seu pé”

Sanidade mental e a família Horne, nunca foram coisas tão antônimas do que nesta temporada. O quadro, na verdade, sempre foi este, pelo menos para Johnny (Eric Rondell; Robert Davenport e Robert Bauer, no piloto e no raro da série original, respectivamente, interpretaram o personagem), o filho debilitado de Benjamin. Sem o seu distintivo cocar, acompanhamos a fuga desenfreada dele das suas cuidadoras, até o destino, quase fatídico – ele ainda respira -, na parede. Todos rezando para isso seja uma conexão para uma aparição da Audrey.

A busca pela origem do zumbido continua, na sala de espera do escritório de Ben. Ele, junto de Beverly, escutam o estranho som, associando-o ao poder hipnotizador de sinos em um mosteiro. Eles acabam em uma situação embaraçosa, mas Ben mantém a palavra e é incapaz de seguir uma aproximação do tipo com a secretária.

Por fim, é com divertimento que acompanhamos a continuidade da desventura de Jerry, perdido em meio a mata. O melhor de tudo, a personificação do pé falante do irmão Horne não é o momento mais estranho dessa temporada¹, mesmo acrescentado a incessante coceira nas axilas da personagem da Sky Ferreira, no final do episódio.