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AVISO: CONTÉM SPOILERS

“Você certamente me deu muito para pensar”.

Estas foram as palavras do chefe de Dougie na companhia de seguros, mas também uma descrição bastante adequada para o mergulho desta semana no revival da série de David Lynch. Este foi um episódio de contemplação, tanto para aqueles na tela quanto para o público, cheio de longas e silenciosas tomadas enquanto os personagens encaram sem pestanejar a nova realidade diante deles.

Nós até conhecemos Diane, a secretária quase mística de Dale Cooper e destinatária de todas as fitas gravadas. Mas ainda não sabemos muito mais que isso, pois foi um evento testemunhado inteiramente pelo agente Albert: seu rosto paralisado sobre essa figura misteriosa, assim como nós diante da revelação de ela é interpretada por uma das parceiras favoritas de David Lynch, Laura Dern.

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Também persistiu a abordagem aleatória de Lynch para suas novas narrativas. A maior parte do episódio, de fato, não foi dedicada a Dale Cooper, mas a Richard Horne. O jovem perigoso que anteriormente vimos ameaçando mulheres no Bang Bang Bar. Seria ele o filho de Audrey? Talvez, embora essa que é uma das personagens favoritas dos fãs não tenha sido vista até agora.

Enquanto isso, Richard aparece quase como uma ferramenta para explorar a ideia de oposições. Tal conceito está presente na maior parte da série, especialmente no tom que sempre varia do terror/pesadelo à comédia absurda. Richard representa uma juventude irritada e impotente. Ele atropela uma criança com sua caminhonete e mal parece notar, deixando claro o quanto sua própria raiva o cega.

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Carl Rodd (Harry Dean Stanton), por outro lado, retorna diretamente de Fire Walk With Me com uma absoluta imagem de tranquilidade. Enquanto Richard comete seu crime e foge, Carl senta-se silenciosamente em um banco como se estivesse em comunhão com o mundo ao seu redor.

É Carl quem corre para ajudar a mãe e o seu filho e quem testemunha o que parece ser a alma do menino partir em direção ao céu. O que o levou a esse nível de serenidade, especialmente considerando o quão impetuoso ele foi em Fire Walk With Me? De fato, é importante como a série parece lidar com a forma como os personagens mudaram e amadureceram ao longo de 25 anos.

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Oposição também parece ser uma boa palavra para descrever Dale Cooper. Sua rotina atrapalhada continua em pleno vigor, com a inabalável curiosidade e inclinação para o mimetismo de um bebê que explora o mundo com um cachorro que foi repreendido por coisas que ele não tem consciência de que fez.

E apesar disso, temos que lidar com esses pequenos momentos de tristeza quando nos lembramos abruptamente que Cooper é um homem tentando chegar a um acordo consigo mesmo, especialmente quando as visões do Red Room atravessam sua realidade. Uma visão, por exemplo, de MIKE simplesmente dizendo: “Não morra”.

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Nós também estamos aprendendo um pouco sobre Dougie, que parece ter sua cota justa de inimigos, incluindo aqueles que desejam chantageá-lo com fotografias de sua aventura com Jade. Um problema que a esposa de Dougie, Janey-E, deve lidar já que este episódio coloca em prova o domínio absoluto de Naomi Watts como intérprete.

Ela combina perfeitamente na série de Lynch, assim como em Mulholland Drive, pelo simples fato de se comprometer tão plenamente a entregar as falas mais estranhas com total sinceridade. “Somos sempre os ferrados“, ela grita para os chantagistas. “E não seremos ferrados por vocês”. Ela mal dá a chance deles falarem uma palavra.

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Dito isto, esse episódio talvez possua um dos primeiros exemplos da abordagem distintiva de Lynch que não foi totalmente bem-sucedida, em específico na cena em que um homem comete um violento ataque seguido de assassinato contra uma mulher dentro de um escritório. Sabemos que o próximo alvo do assassino é Dougie.

Com a abordagem tão impressionista da narrativa, a falta de contexto quanto sobre quem é essa mulher versus a natureza explícita de sua morte (Lynch parece estar aproveitando plenamente a indulgência da televisão moderna em relação à violência) cria uma cena brutal e desconfortável, mas não necessariamente no caminho certo.

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Créditos  |

Contém spoilers.

O novo episódio (Arquivos de Casos) liberado neste último domingo levantou novas perguntas, nos apresentou novos personagens e alguns dos antigos personagens que estávamos ansiosos para rever.

ARGENTINA – PHILIP JEFFRIES

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Revemos os assassinos (Gene e Jake), que tentaram matar Dougie/”bom” Cooper, conversando com Lorraine pelo celular. O que sabemos é que Lorraine aparentemente tinha um contrato para matar Dougie (que não existe mais). A mensagem está destinada para “ARGENT ” e o dispositivo começa a piscar. ARGENT é definitivamente uma abreviatura para Argentina, onde Buenos Aires está localizada. É digitado o número 2, sobrando 159 caracteres. Ela parece ter medo de enviar essa mensagem. Talvez essa mensagem tenha a ver com Dougie (que não existe mais) não ter sido morto ainda. Não se sabe o que significa, mas a luz da caixa pisca duas vezes. Acredito que um piscar seja para sim e dois para não. Logo depois o dispositivo se transforma em algo minúsculo, talvez uma pedra. O que podemos entender é que, Philip Jeffries queria matar o Dougie pra evitar a troca. Lembrando que, Jeffries disse para o “bad” Cooper no telefone (o aparelho do FBI) que ia poder estar com o BOB de novo, quando voltasse pro Black Lodge. Por isso, tentou matar Dougie pra evitar que ele fosse pro Lodge no lugar do “bad” Cooper.

BOB/COOPER

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Parece que BOB finalmente revelou sua face por trás da máscara. Podemos ver, em uma típica cena de espelho, a imagem de Cooper se assemelhar com a de BOB (o saudoso Frank Silva). A cena intrigante foi a da ligação, onde ele menciona um tal de “Sr Strawberry“, talvez alguém do conhecimento do diretor Murphy, pois o mesmo ficou assustado. De qualquer maneira, “Sr. Strawberry“não estava recebendo ligações. Logo depois disso, ele disca números, que parece de forma incoerente, mas disparam o alarme da prisão e depois diz “The cow jumped over the moon“.

Uma interpreção seria que: Sr. StrawBERRY (homem que o bad Cooper/BOB menciona), Black-BERRY (celular que a mulher utiliza para ligar para Argentina) e Glaston-BERRY (Glastonbury), que conhecemos da série. Argent ( ARGENT-ina), também significa “prateado / branco” e também está ligado à lua. Alguns ligaram a rima a Hathor (vaca) / Isis (lua) – sabedoria egípcia. Havia um obelisco (Osirian) mostrado na cena de Buenos Aires. O sicômoro (o bosque) era sagrado para Isis / Hathor. O “bad” Cooper/BOB causou ocorrências estranhas quando foi conectado à comunicações / telefone. Isso é semelhante ao que aconteceu quando Jeffries foi transportado de Filadélfia para Buenos Aires em FWWM.

MAJOR BRIGGS

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O anel de casamento de Dougie é encontrado no corpo misterioso, revelado agora ser de Major Garland Briggs, que estava junto no corpo da bibliotecária.

As impressões digitais de Briggs “apareceram” significando que elas foram diretamente conectadas a investigação de um jeito ou de outro. Elas não apareceriam sem motivos. Na História Secreta de Twin Peaks, sabemos que Briggs chega a conclusão de que Cooper deve ser seu novo protegido no Projeto Blue Book, mas descobre que há algo de errado com ele após seu tempo no Lodge e implementa o protocolo MAYDAY. Provavelmente Major deve ter fingido sua morte durante esses 25 anos e saído do radar para investigar a situação do Cooper pois sabe que ele é de vital importância. Briggs devia estar ciente dos planos do “bad” Cooper para Dougie, e é por isso que seu anel está no seu estômago. E ele sabia que a marca de 25 anos estava chegando e que Dougie era fabricado pelo “bad” Cooper, e ao engolir o anel, Briggs estava ciente de que seu tempo acabou e segundo, ele sabia que suas impressões digitais chegariam a superiores e que alguém localizaria e questionaria Dougie Jones, levando-os à Cooper. No Pentágono, a Tenente Cynthia Knox, informa ao Coronel Davis que as digitais de Major apareceram 16 vezes em 25 anos, em Buckhorn, Dakota do Sul. O Coronel duvida de quão legitimo isso possa ser, mas diz que se for o Major que tenha sido identificado, o FBI deve ser informado.

 

DR. JACOBY

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O que vimos anteriormente do Dr. Jacoby, era ele apenas com as suas pás, algo de longe bastante misterioso. Nesse episódio vimos algo bastante caricato, com um webcast (Dr. Amp) algo bem estilo de Twin Peaks, podemos ver também Nadine Hurley que assistia a transmissão, que o olhava como uma mãe orgulhosa, e Jerry Horne, na floresta, com seu Ipad, fumando.

Na História Secreta de Twin Peaks, trata extensivamente sobre Lodges, Maçonaria e Illuminati. Dentro da linguagem visual maçonica, as pás estão associadas a um conjunto maior de motivos que se correlacionam com sepulturas e enterros. Esses símbolos de sepultura/sepultamento são lembranças da verdade insuperável e inevitável da mortalidade, de que a morte é uma parte vital da vida. A pá, especificamente, sendo a ferramenta de enterro – usado para cavar a sepultura, etc.  O ouro tem sido conhecido por representar justiça, verdade, prestígio, luxo, transcendência, epifania, bondade etc., mas também entendemos que o ouro tem outra conexão simbólica histórica (uma que se refere especificamente à história americana, assunto que é muito importante para Frost): a Era Dourada da América, dourado significa algo que é ouro, mas apenas como um verniz, ou seja, não é ouro verdadeiro. Por exemplo: uma pá pintada de ouro invés de uma pá de ouro sólido. Especialmente a história de que Era Dourada foi um tempo em que tudo na América parecia dourado, mas realmente tinha problemas debaixo da superfície.

“BOM” COOPER

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Janey-E leva o “bom” Cooper para o trabalho, e se depara com ele em lágrimas, onde ele está olhando para o filho Sonny Jim, que está estranhamente dentro do carro, aparentemente chorando. Alguns alegaram que ele piscou de forma invertida, como os habitantes do Lodge. Há quem diga que Sonny Jim esteja sendo habitado pelo Gigante, uma forma de orientar o “bom” Cooper. Cooper ainda está no mesmo estado como vimos nos episódios anteriores, talvez neste último episódio algumas mudanças podem tem sido notadas. Na reunião de trabalho, foi notado uma estranha luz verde no rosto de um dos personagens enquanto ele mentia, e Cooper “sentiu” e foi capaz de dizer por si mesmo que o colega de trabalho estava mentindo, sem repetir, como na maioria das vezes. Alguns apostam que sua intuição está voltando e de que ele voltará ser o Agente Dale Cooper, mas como MIKE disse, um deles tem que morrer. É notável que ninguém leva a sério essa situação de Cooper, anteriormente, Dougie, como Janey-E disse, que ele já teve essas “crises” e seu colega de trabalho “já está na terra dos sonhos (?)”, aparentemente parece ser algo comum para as pessoas de sua convivência.

DOUBLE R

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Vimos logo de ínicio, Norma, Shelly, Becky (Amanda Seyfried), Steven Burnett e Toad (interpretado pelo Marv Rosand, que faleceu em 2015 e apareceu neste episódio de forma póstuma, o mesmo está no Missing Pieces). Becky aparentemente é filha de Shelly e pede dinheiro para a mãe. Norma aconselha a amiga, que é praticamente a filha que ela não teve. Becky e Steven são casados e podemos ver que ela deve ter herdado algo da mãe, principalmente o casamento precoce e péssima escolha para parceiros. Steven, que anteriormente estava em uma entrevista de emprego com Mike (o melhor amigo de Bobby, pelo menos na adolescência), e no qual, não conseguiu o emprego e foi devidamente humilhado, usa drogas com a sua esposa Becky, saindo do Double R. Alguns acreditam que Becky será a nova Laura Palmer e que assim que Cooper recuperar sua memória ele resolverá o caso, ou ele na verdade matará Becky, por estar possuído por BOB. De qualquer forma, a cena de Becky no carro ao som de “I Love How You Love Me” da The Paris Sisters, é uma das cenas mais lindas de todo episódio.

DELEGACIA DE TWIN PEAKS

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Hawk e Andy continuam procurando nos arquivos o que está faltando e que está relacionado a Cooper e a descendência de Hawk. Vemos o Xerife Frank ao celular conversando com ex Xerife Truman, quando sua mulher, Doris, chega e reclama sobre um vazamento de um cano e sobre sua frustrações.

CASSINO

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É nos apresentado os personagens de Robert Knepper (Rodney Mitchum) e Belushi (Bradley Mitchum). São dois irmãos e provavelmente donos do Silver Mustang Casino. Eles são informados de que o “bom” Cooper ganhou $425 mil dólares e Rodney, personagem de Knepper dá uma surra em Burns e o substituí por Warrick e ficam com Cooper na mira.

BAR BANG BANG

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Outro personagem é inserido na trama, seu nome: Richard Horne. Sua introdução não foi nada agradável, ele estava fumando em lugar proibido, quando questionado, pareceu resistente. Um policial interferiu, mas era um policial corrupto (Chad Broxford), ele pediu um cigarro, Richard lhe deu o maço, e nesse continha dinheiro. Logo depois veio uma sequência de cenas fortes, de Richard agarrando uma jovem com força, após dela pedir o isqueiro emprestado.  As especulações sugerem que ele seja filho de Audrey Horne, sobrevivente da explosão do banco (salva pelo Pete), com ninguém menos que “bad” Cooper/BOB. A linha de pensamento é que eles tiveram algo logo depois da recuperação dela depois do acidente, o que seria estranho, pois Audrey ficou em coma depois da explosão, então estaríamos falando de um abuso por parte de “bad” Cooper/BOB. O filho poderia ser, mais provável, de John Justice Wheeler. Outros acreditam que possa ser de Jerry Horne, até a semelhança do próprio ator com fisionomia de Jerry. A mãe seria alguém de One Eyed Jack’s, já que era frequente as idas de Jerry lá, até mesmo de Ben Horne.

AGENTE PRESTON

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A agente Tamara Preston examina o arquivo de Cooper e compara suas impressões digitais antes de seu desaparecimento em 1989 e do “bad” Cooper/BOB na prisão Federal. Ela fica intrigada. Talvez comece cogitar a existência de dois Coopers. As impressões digitais do “bad” Cooper são invertidas.

Obs: Jade encontrou a chave de Cooper (a chave do Hotel Great Northern) em seu carro, já que havia o endereço atrás da chave, ela colocou dentro de uma caixa postal, para que fosse entregue. Quem será que irá receber essa chave? E qual será sua reação?

It’s happening again!

Depois de 25 anos, finalmente Twin Peaks está de volta. E sua cultuada trilha sonora também! Nós em parceria com a Warner Music vamos sortear um CD exclusivo, que não será lançado no Brasil, aqui na página! Para participar é bem simples, e o sorteio vai valer de hoje (05/06) até a próxima segunda-feira (12/06). Let’s rock!

Regras:
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Você também encontra a trilha sonora produzida por Angelo Badalamenti e David Lynch e lançada pela Warner Music no Spotify e no Deezer!

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Boa sorte!

————————————- RESULTADO ————————————-

ganhador

Parabéns Vinny! Estaremos entrando em contato com você!

E teremos outros sorteios em breve! Aguardem <3

Contém spoilers.

A terceira parte é iniciada com a exploração de outros universos que podem ser partilhados do Black Lodge, onde vemos uma moça de vestido rosa sem os olhos, barulhos fortes, o rosto de Major Briggs flutuando e Ronette Pulaski (creditada como American Woman). E então Cooper, nessa dimensão, entra em um aquecedor e sai pela tomada de uma casa onde encontra-se sua segunda cópia: Dougie Jones, que imediatamente é levado para o Black Lodge durante a fuga da primeira réplica de Dale Cooper. A chegada de Dougie ao Lodge supõe que sua existência esteja relacionada a Bob, visto que Mike lhe diz “Alguém fabricou você“, quando anteriormente vemos Bob e Dougie vomitando suas garmonbozias, mas apenas Dougie é levado de volta ao Black Lodge.

 

A conexão de Dale ao Black Lodge é ainda presenta, visível no estado não natural do personagem e suas visões sobrenaturais relacionadas à Sala Vermelha, como as máquinas premiadas do cassino ou os avisos diretos de Mike a Coop. Outro ponto é o reconhecimento de Bob sobre Philip Jeffries durante o interrogatório com Gordon Cole, Albert Rosenfield e Tamara Preston, reforçando a ideia da presença de Philip no Black Lodge. E o que deve ser abordado posteriormente durante a temporada, é a morte de Major Garland Briggs, onde Dale Cooper é mencionado como sua companhia um dia antes de sua morte, história já esclarecida por Bobby Briggs e pela investigação de Tamara Preston, que dá conexão ao livro “A História Secreta de Twin Peaks“.

A mudança da cidade de Twin Peaks e do FBI com o desaparecimento de Dale Cooper é relatada ao passado, que é o exato ponto de vista do espectador junto com os habitantes da cidade e os parceiros de trabalho de Coop (além da resolução sigilosa dos atos feitos por Bob no corpo de Dale), onde segredos remotos podem ser revelados através das memórias. A quinta parte de Twin Peaks já está disponível na Netflix aqui no Brasil e segunda-feira, dia 12, a Parte 6 já estará no catálogo!


A Caixa em Nova York serve como meio temporário para seres que deixam, ou que estão ligadas com o Black Lodge (ou não). Uma criatura  aparece, quebrando a caixa, matando Sam e Tracey no primeiro episódio. No segundo episódio,  vemos que “good”  Cooper entrou na caixa alguns minutos antes da criatura.

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Possivelmente o bilionário mencionado por Sam, seja o “evil” Cooper, que tem forte interesse em ficar fora do Lodge. É provável que ele esteja conduzindo essa pesquisa por meio do Duncan Todd.

Ele financia a caixa e contrata pessoas para assisti-lo sabendo muito bem o que vai acontecer com você. Quando seu (presumivelmente) assistente lhe pergunta por quê ele (Evil Cooper) o deixa fazer isso com ele, ele diz para ele não ter alguém como ele (Evil Cooper) em sua vida.

Parece que de alguma forma, é sabido sobre o tempo em que “good” Cooper devia ser devolvido e o “evil” Cooper voltaria para o Black Lodge. Também pode ser conhecido “onde” que ia acontecer. Ou, talvez, ele deveria apenas abrir as cortinas para onde o Evil Cooper estava dirigindo e trocar facilmente, mas ele é enviado para o prédio.

“Evil” Coop, monta a caixa de vidro para prendê-lo no lugar onde ele estava indo para retornar, fora deste edifício em Nova York. A máquina de alguma forma o aprisiona e o envia para a caixa no espaço (que também é uma caixa). O visual dele flutuando e depois sendo pego em quadrados cada vez menores, juntamente com os sons de portas de prisão batendo, indicando  que ele está sendo preso.

The Mauve Zone

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O termo foi tirado escrita de Kenneth Grant. Grant foi a primeira pessoa a associar o ocultismo ocidental com os fenômenos de abdução alienígena e o  primeiro a realmente enfatizar o papel de Jack Parsons na história do ocultismo. Ambos os temas desempenham um papel importante no livro de Mark Frost (História Secreta de Twin Peaks).

Grant descreve a “The Mauve Zone” como uma espécie de mundo auto-contido na própria borda da realidade entre o que podemos experimentar (como seres humanos) e o que só podemos conceber como não-existência.

Grant acreditava que a manipulação mágica de nossa realidade poderia ser feita com a ajuda de seres alienígenas na The Mauve Zone, que poderia ser visitada em um tipo particular de sono (como um coma), que havia seres lá que poderíamos considerar monstros e que enviou mensagens para a nossa realidade via fenômeno como OVNIs (ou aparições como o Gigante).

Grant também creditou The Mauve Zone como sendo a fonte de coincidências significativas, sincronicidade e “acidentes felizes” em nosso mundo (como aqueles aproveitados pelas técnicas de detecção mais intuitivas de Cooper).”

 

 

A Criatura

A mulher sem olhos avisa “good” Cooper para que ele não fale, aparentemente para que ele não atraia a atenção da “mãe”, dito depois por uma segunda mulher (interpretada pela atriz Phoebe Augustine, Ronette Pulaski anteriormente e agora creditada como “American Girl”) que avisa também a “good” Cooper para não falar pois chamará a atenção da sua “mãe”. “Good” Cooper troca de lugar com o Cooper/Dougie. A sala de máquinas está ligada com a caixa de vidro, já que Cooper apareceu lá primeiro. Talvez a “mãe” esteja tentando romper a realidade e matar o “good” Cooper.

A máquina em torno da caixa de vidro parece ter sido criada originalmente para ser uma armadilha para Cooper  ou para prendê-lo na sala de máquinas. Se não fosse por essa armadilha ele voltaria para o mundo real através da caixa de vidro, mas foi enviado de volta. O objetivo poderia ter sido trazer “good” Cooper antes da Mãe, que teria matado ele, mas suas “filhas” impediram para salvá-lo.

O que se sabe também é que a caracterização e inspiração vem das pinturas de David Lynch e seu gosto pelo pintor Francis Bacon.

Quadros da exibição "The air is on fire"

                                             Quadros da exibição “The air is on fire” , David Lynch

Francis Bacon, Portrait of a Man ,1953

Francis Bacon, Portrait of a Man ,1953