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Aconteceu ontem (09/01) o Television Critics Association Press Tour, onde o Showtime apresentou um painel que contou com a presença de parte do elenco de Twin Peaks e seu criador David Lynch. Com isso, tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre a temporada inédita da série dos anos 90 que teve sua estréia anunciada para 21 de maio nos Estados Unidos.

Apesar de sigilo ter sido a palavra de ordem, Lynch comentou que os últimos dias de Laura Palmer ainda são “muito, muito importantes” para o enredo da terceira temporada e ainda revela a razão que “matou” Twin Peaks originalmente.

“Quem matou Laura Palmer? – foi uma questão que nós nunca quisemos responder,” disse o diretor. “Aquele mistério de Laura Palmer era o ganso que botava aqueles pequenos ovos de ouro. E então em um certo ponto, nos disseram que precisávamos resolver isto e depois, [a série] nunca mais funcionou.”

A série irá ser preenchida por 18 episódios e sua estréia terá duas horas de duração.

“Eu vejo isso como um filme que as pessoas experimentam em partes. Eu amei o piloto de Twin Peaks, que definiu o tom e construiu o mundo para mim, eu simplesmente me apaixonei profundamente.”

O diretor confirmou que a história foi escrita continuamente, mas não explicou como ela se dividiria.

Mark Frost, co-criador da série, trabalhou com Lynch via Skype.

“Foi Mark quem entrou em contato comigo – foi há muitos nos atrás – e perguntou se eu queria voltar para esse mundo, e nos encontramos e conversamos, e foi isso que nos fez voltar novamente para mais essa.”

Questionado sobre a nova trama, Lynch apenas respondeu que não possui a liberdade para falar sobre isso. O restante do elenco cumpria as mesmas regras.

“Quando David Lynch nos diz ‘Vá nesse painel, mas não diga nada’ você obedece.” disse Robert Forster.

“Eu não tenho liberdade para discutir qualquer coisa, exceto como estou animada para me juntar a esses caras.” contou Laura Dern que já trabalhou com o diretor nos filmes Inland Empire, Wild At Heart e Blue Velvet, neste último contracenando juntamente com Kyle MacLachlan. O mesmo já afirmou que irá dividir cena com Dern nesta nova temporada. Quando perguntado porque escalou Laura Dern para o elenco, David Lynch respondeu “Eu amo a Laura Dern.”

Por que alguns atores não voltaram? Segundo o diretor, alguns não quiseram voltar e já para outros não havia uma história.

Para Mädchen Amick, uma das atrizes do elenco original, disse que voltar para a pequena cidade de Twin Peaks foi “lindo” e que chorou o tempo todo.

Referente ao cenário da TV atual, David disse que nunca pensou em como se destacar.

“Sabe, eu nunca realmente pensei sobre essas coisas. É sempre as mesmas coisas que importam – a história e o jeito que a história é contada.”

Não há planos para Twin Peaks além dos futuros 18 episódios, mas o diretor acrescenta: “Antes eu havia dito que não iria voltar e voltei. Então você nunca diz não. Mas no momento, não há planos para nada mais.”

Nenhuma prévia com cenas inéditas foi apresentada, mas o presidente do Showtime afirma “Esta versão de Twin Peaks é a versão de heroína pura de David Lynch.”

Após o painel, rolou uma live com Kyle, Mädchen e Kimmy e você pode conferir aqui.

Fotos do painel do Showtime. Estiveram presente David Lynch, Kyle MacLachlan, Mädchen Amick, Laura Dern, Robert Forster, Kimmy Robertson e Miguel Ferrer.

Confira algumas fotos:

Veja mais fotos aqui e aqui.
Fonte

Está acontecendo hoje (o9/01) o Television Critics Association, onde o Showtime apresentará um painel com informações inéditas sobre suas séries, incluindo notícias sobre a muito aguardada 3ª temporada de Twin Peaks.

Segundo a emissora a estréia ocorrerá no dia 21 de maio, às 21h00 nos Estados Unidos e terá duração de 2 horas. Ao todo, a temporada irá conter 18 episódios.

“Esta versão de TwinPeaks é a versão de heroína pura de David Lynch e estou animado para colocar isso para fora”, disse o presidente do Showtime.

O painel irá ao ar em breve e com isso, traremos mais informações.

Apesar da terceira e esperada temporada de Twin Peaks não possuir uma data de estréia definida, segundo o site americano Deadline, há chances de uma prévia ser exibida no Sundance Film Festival 2017, que acontece entre os dias 19 à 29 de janeiro. Enquanto fontes ligadas ao festival dizem que a presença de Twin Peaks está sendo discutida, o Showtime, a emissora responsável pela série nega que a mesma terá uma prévia no evento.

O site ainda lembra que há um painel de Twin Peaks marcado para o dia 09 de janeiro no Television Critics Association, mas é incerto se haverá exibição de cenas da temporada inédita.

Atualização – 03/01, 16h14.

Mark Frost, co-criador da série, usou o Twitter para desmentir o rumor de que Twin Peaks faria parte do Sundance Film Festival 2017.

mark

“Só para anular um rumor bobo que está circulando: Twin Peaks NÃO será, repito, NÃO será exibida no Sundance este ano.” escreveu Frost.

 

The Washington Times publicou essa semana uma entrevista com Sherilyn Fenn, nossa querida e espevitada Audrey Horne. Aos 51 anos, Sherilyn fala sobre relação com fãs, David Lynch, Twin Peaks e Meditação Transcendental. Confira abaixo a tradução que o Igor Leoni fez do bate-papo:

WT – Qual é a coisa mais comum que os fãs falam ao te conhecer?

SF – Eu tinha uma queda por você. Ou “sabia que você era a minha crush?”.

WT – Qual é a reação dos fãs ao te conhecer ao vivo nessas convenções?

SF – Como participei de vários seriados, fiquei surpresa com a quantidade de lembranças trazidas pelo contato com fãs. Conversar com fãs sempre me deixa embasbacada. Fico muito feliz ao saber que meu trabalho tocou tantas pessoas. Mesmo que seu trabalho toque apenas uma pessoa, já considero um dom maravilhoso. Algumas pessoas chegam com análises profundas. Essas pessoas entendem o que eu estava fazendo, o que eu estava tentando passar. Pra mim, atuar é fingir. E isso sempre iluminou minha luta como ser humano, que é tentar crescer e estar segura o suficiente para ser filmada, enquanto eu tento entender as coisas ao meu redor.

WT – É mais difícil encontrar trabalho como atriz aos 51?

SF – Com certeza. É um meio difícil. Tenho 51 anos, então não existem tantos papéis disponíveis. Mas pra ser sincera, eu sempre fui bastante exigente. Mesmo depois que muitas portas se abriram por causa de “Twin Peaks”, eu não quis seguir caminho por elas. E agora eu me sinto muito mais aberta à vida. Eu tenho dois filhos. Minha vida não é dependente da minha carreira. Estou sempre ansiosa à espera do que a vida vai me trazer.

WT – Fale um pouco sobre seu livro. 

SF – Eu acabei de publicar um livro infantil chamado “No Man’s Land” (Terra de Nenhum Homem, em tradução literal), que é baseado no meu filho. Meu filho mais novo possui transtorno do espectro do autismo, e o livro é uma linda história. A vida é uma coisa muito bonita.

WT – Ao se tornar mãe, sua escolha para papeis mudou?

SF – Me tornar mãe para mim foi algo como “Meu Deus, era isso o que eu estava procurando a minha vida toda”. Me trouxe um sentido de realização. Eu nunca imaginei que poderia amar com tanta intensidade. É muito bom não me preocupar mais comigo mesma. Agora eu só me preocupo com meus filhos. Quanto a escolher papeis, acho que minhas escolhas são sempre baseadas em “se eu fizer esse filme, por quanto tempo ficarei ausente?”. O maior dom que posso passar para meus filhos é que eu seja honesta e verdadeira comigo mesma como artista, e que eu coloque isso pra fora da melhor maneira que minha habilidade permita.

WT – “Twin Peaks” foi um grande sucesso, foi difícil para as pessoas te enxergarem como algo além da “garota de Twin Peaks”? 

SF – Pois é, tenho 51 anos e ainda escuto coisas desse tipo. Eu penso comigo mesma “você nunca me conheceu, nunca conversou comigo, não sabe quem sou eu, aquela era uma personagem”. Eu tinha vinte e poucos anos quando fiz aquilo. É meio bobo. Mas não se engane, ao mesmo tempo é um dom maravilhoso. As pessoas dizem que foi “icônico”. Eu nem sei o que isso significa. Isso está além da minha falta de entendimento de valor como pessoa (risos). Estou sendo totalmente honesta.

WT – Como você conseguiu o papel?

SF – Eu não sei. Ele (David) viu algo em mim. Nós conversamos por 15 minutos e ele escreveu uma personagem para mim. Eu não sei. Ele é maravilhoso.

WT – Sabemos que você está participando da nova temporada de “Twin Peaks”. Pode nos adiantar algo do que podemos esperar? 

SF – Nós nos divertimos muito nas filmagens. David escreveu e dirigiu 18 episódios.

WT – Então a qualidade da nova série está no nível da série original?

SF – É claro, David dirigiu! Ele é uma pessoa tão profunda. A conexão espiritual que ele tem é incrível. Ele fez todos nós praticarmos meditação transcendental no set. Eu acho que a nova temporada será talvez um de seus melhores trabalhos, pelo menos assim espero. A beleza de envelhecer é que nós crescemos, aprendemos. Nós acumulamos conhecimento. E por mais que lugares como Hollywood, que só glorificam juventude, nos digam que isso não é nada, eles estão errados.

WT – Você está começando a praticar meditação transcendental? 

SF – Já faz dois anos que comecei. Um dia fui encontrar David. Estávamos bebendo café e eu estava falando como várias coisas estavam erradas, e ele disse “Sherilyn Fenn, você está toda errada! Você precisa de MT!”. Ele me apresentou um professor maravilhoso. Mudou a minha vida.

WT – Quais são seus próximos planos?

SF – Estou escrevendo minhas memórias. E o que o futuro reserva pra mim eu não sei. Estou entregue, aberta e sempre atenta. Acho que esse é um bom lugar para se estar, o único lugar para se estar.

 

Fonte: The Washington Post 

 

Testing…Diane, it’s 08:00 a.m.

De todos os aspectos que compõem a personalidade e a aparência física de uma personagem, quando se trata da assistente pessoal do Agente Especial Dale Cooper, Diane, seu primeiro nome é basicamente tudo o que sabemos. Diane nunca foi vista ou ouvida durante as duas temporadas da série e sua ausência física abriu espaço para os fãs criarem inúmeras teorias à cerca da mesma. Para muitos, Diane é a canalizadora dos pensamentos de Cooper, mas que não necessariamente exista em carne e osso e seja então, somente criação da mente do agente. Uma maneira que o mesmo encontrou para não sentir-se sozinho ou até mesmo um simples nome para o gravador.

Contrariando as teorias, podemos voltar ao episódio em que Dale Cooper solicita protetores de ouvidos para sua assistente e recebe os mesmos em outro momento, tirando até um instante para agradecê-la em uma de suas gravações. Para a nossa sorte, The Twin Peaks Tapes of Agent Cooper está disponível no YouTube onde podemos analisar e obter uma melhor compreensão sobre a peculiar relação entre Cooper e Diane – ora profissional, ora pessoal.

Além disso, no livro escrito por Scott Frost “The Autobiography of F.B.I. Special Agent Dale Cooper: My Life, My Tapes”  há mais evidências de que Diane é de fato, uma pessoa real. No início do capítulo quatro temos o seguinte trecho:

“Agente Especial Cooper…Dale e eu jantamos uma vez. Nós comemos comida chinesa. Tivemos sopa de wonton, rolos de ovo e pato de Pequim. Esse é aquele que eles inflam o pássaro com ar, inchando até o dobro de seu tamanho original. Sem dúvida, a pele mais deliciosa que eu já comi, firme e ao mesmo tempo delicada. E até a própria carne assume um sabor quando desliza pela boca…Bem, eu simplesmente não conseguia me cansar daquilo.”

Diane
Funcionária Federal

Com a terceira temporada a caminho, há chances de descobrirmos mais sobre a misteriosa personagem que rondou os episódios da série. Existindo ou não, é inegável que a aura silenciosa de Diane é essencial para auxiliar Cooper no decorrer das investigações e para mantê-lo conectado ao mundo real em meio à loucura que encontra em Twin Peaks.