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Parece que a nova temporada aparentemente sofreu outra baixa no elenco. Segundo informações que temos recebido nos últimos meses, o ator Michael J. Anderson (que interpreta um dos personagens mais icônicos de Twin Peaks, o anãozinho que fala ao contrário) não entrou em um acordo com a produção e provavelmente não vai retornar. Segundo o diretor de fotografia Peter Deming, as filmagens finalmente encerraram nessa última quinta-feira (14/04), e até onde sabemos, a situação com Anderson não tinha mudado até então.

Em janeiro o ator postou em seu Facebook uma reclamação sobre a maneira como havia sido tratado pelos executivos do canal Showtime:

Untitled 2 “Bem, o Showtime me diminuiu como uma garota do coral então eu me retirei…e foi isso. Tanto faz”.

Mesmo sem saberem detalhes do ocorrido, vários fãs tomaram as dores do ator e comentaram indignados, dizendo que Anderson é parte fundamental do universo do seriado e que se recusavam a ver a nova série sem ele. Anderson deu respostas curtas e frias, dizendo aparentemente o canal e a produção discordam da minha importância no seriado”.

Fãs continuaram postando nos meses seguintes, pedindo mais detalhes e perguntando se a situação teria se resolvido. Anderson respondeu de maneira rabujenta um fã que perguntava o que teria ocorrido: “Os produtores não acham que minha contribuição para Twin Peaks é significativa, em relação a outros membros do elenco. Imagino que ESSA seja a razão. Quanto MENOS você pagar aos atores, MAIS lucro você guarda pra si”. Para outra fã, que perguntou se o canal Showtime teria entrado em contato para tentar remediar a situação, Anderson respondeu: “Eles FIZERAM uma segunda oferta. Foi mais BAIXA que a primeira. Mensagem recebida”.

Alguns fãs se recusam a acreditar na possibilidade de Anderson não voltar e acham que essa pode ser uma estratégia de marketing arquitetada por Lynch e Frost, em parceria com o ator e o canal Showtime.

O que se sabe é que Anderson possui um temperamento forte e é considerado uma pessoa “difícil de se lidar”. Grande parte do elenco e da equipe do seriado original não se dá bem com ele. Diz a lenda que até mesmo Lynch chegou a romper relações com o ator por um período. E no início dos anos 2000, Anderson chegou a ser banido da lista de convidados do Twin Peaks Fan Festival por agredir verbalmente um fã.

Fica a dúvida se o canal Showtime realmente chegou a desrespeitá-lo, se sua personalidade difícil está novamente dando sinais de vida, ou se tudo não passa de uma brincadeirinha de Lynch e Frost.

A grande ironia é que foram usadas justamente imagens do ator no primeiro teaser da nova temporada, exibido em outubro do ano passado:

 

De acordo com o site americano Deadline, mais dois nomes foram confirmados para a nova temporada: Naomi Watts (Cidade dos Sonhos, O Impossível)Tom Sizemore (Assassinos por Natureza, Estranhos Prazeres). 

O site já havia indicado que David Lynch estava sondando Watts para a série no ano passado, e parece que agora é oficial. Lynch lançou Watts para o estrelato em 2001 com Cidade dos Sonhos. Desde então a atriz já foi indicada ao Oscar duas vezes para o prêmio de Melhor Atriz, em 2004 por 21 Gramas e em 2013 por O Impossível. A nova temporada irá marcar o reencontro de ambos em um set de filmagem após 15 anos.  

Sizemore fez bastante filmes nos anos 90, mas andava sumido devido a um sério problema com heroína. O ator foi voltando aos sets de filmagem aos poucos, aparecendo mais em filmes independentes e alternativos.

O Deadline também indica que há grandes chances de que o próprio Lynch irá aparecer diante das câmeras, reprisando seu papel como o carismático (e escandaloso) Gordon Cole.

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Twin Peaks sempre foi mais sobre deleitar-se na escuridão Lynchniana do que resolver um assassinato.

 

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Trecho tirado de David Lynch: The Man From Another Place de Dennis Lim, disponível pela New Harvest. Traduzido por Igor Leoni.

O matagal burocrático das redes de televisão era com certeza um anátema para um artista como David Lynch que valorizava controle. Lynch sempre foi aberto sobre as incoveniências do formato televisivo: a qualidade inferior de imagem e som e as rudes intrusões de pausas comerciais, pouco propícias para quem gosta de mergulhar em uma história. “Seria absurdo ter uma grande sinfonia tocando, e após cada movimento, quatro pessoas diferentes entrariam para tocar seus próprios jingles e vender algo,” ele reclamou para a revista Rolling Stone antes que o piloto de Twin Peaks fosse ao ar.

Ainda assim, televisão era, como qualquer criança dos anos 50 sabe, o meio que formava a autoconsciência americana, ainda mais que filmes. Lynch contou a um entrevistador francês que apreciava a suscetibilidade dos telespectadores de televisão: “As pessoas estão em suas casas e nada as incomoda. Elas estão confortáveis para mergulhar em um sonho.” Porém ainda predominante na época, o estereótipo negativo da TV de tubo, com seu efeito narcotizante em uma audiência passiva, apenas atestava seus poderes sinistros, sua habilidade de atingir pessoas em sua intimidade (em seus lares, o “lugar onde as coisas podem dar errado”). O formato de série também permitiu a Lynch experimentar com uma narrativa imersiva — em seus termos quase infantis, viver dentro de uma história e mantê-la viva o máximo possível. Ele havia feito o mesmo com Eraserhead — quando se refugiou na mente de Henry e chafurdou em seu mundo por anos — e faria de novo com Império dos Sonhos, dando forma, intermitentemente, para uma história que ainda não tinha se revelado para ele totalmente. Com Twin Peaks, Lynch e seu co-criador, Mark Frost, poderiam desemaranhar uma história quase em tempo real, ao mesmo tempo que iriam descobri-la, trazendo também os telespectadores para esse desconhecido.

Mark Frost e David Lynch

Para compreender o efeito sísmico de Twin Peaks, ajuda entender o cenário no qual a série emergiu. O terreno televisivo dos anos 80 era menor, e mais seguro. Isso foi pelo menos uma década antes do termo showrunner se tornar comum na linguagem da cultura-pop, antes de começarmos a associar séries de sucesso com seus criadores: David Chase (Família Soprano), Joss Whedon (Buffy – A Caça Vampiros), David Simon (The Wire). Havia exceções parciais — a extremamente popular série antológica dos anos 50-60 Alfred Hitchcock Presents, na qual o rotundo Hitchcock, que a essa altura já era praticamente uma marca, servia como apresentador e diretor ocasional, e a série dos anos 80 de Michael Mann Miami Vice, que introduziu o traço expressionista típico da MTV em séries policiais procedural — mas cineastas raramente lidavam com este formato comparativamente mais simplório.

Essa também era uma época de incertezas no ramo de televisão, depois de uma década que havia visto o domínio dos canais oligárquicos (ABC, CBS, e NBC) ameaçados pelo crescimento dos canais a cabo e das vídeolocadoras. A ABC, em terceiro lugar em audiência entre os três canais de sinal aberto, estava mais disposta — ou desesperada — a arriscar. Independente da resposta do público, haveria interesse garantido por parte da imprensa em uma série criada por Lynch, indicado ao Oscar duas vezes e o novo favorito dos críticos após Veludo Azul, e Frost, indicado ao Emmy e de ótima reputação.

Quando planejaram a série, Lynch e Frost não tinham identificado o assassino — ainda não sabiam quem era. Ao invés disso, deram ênfase no clima e no espírito do lugar e explicaram que o mistério do assassinato iria recuar com o tempo, dando espaço para outros personagens e histórias. O piloto foi filmado em fevereiro e março de 1989 (também o período dos acontecimentos da história), em 23 dias, nos arredores de Seattle e no centro de Washington, ficando um pouco abaixo do orçamento de 4 milhões. O canal comissionou mais sete episódios: menos da metade do número de episódios de uma temporada. Independente se os executivos gostaram ou não, o piloto era muito estranho para que eles arriscassem qualquer intervenção criativa: Era “tão diferente do que eles estavam acostumados que sequer conseguiram presumir para nos dizer como fazer melhor ou diferente,” Frost contou à Rolling Stone.

TWIN PEAKS

O barulho do hype começou no final de 1989. O primeiro artigo sobre Twin Peaks apareceu na edição de setembro da revista Connoisseur, entitulado “A Série Que Irá Mudar a TV Para Sempre.” Twin Peaks acabou se tornando um fenômeno de vida curta, indo do piloto para seu final em meros 14 meses. É difícil sobrestimar o impacto da estréia de duas horas, que atingiu 35 milhões de norte americanos, um terço dos telespectadores do país, em 8 de abril de 1990. Nunca antes, e desde então, uma série de televisão forçou tantos ao mesmo tempo a ponderar a questão essencial do universo lynchiano: Como devemos nos sentir sobre isso?

Twin Peaks não quebrou as regras da dramaturgia televisiva tanto quanto sutilmente perturbou-as. A série diminuiu seu ritmo narrativo e desestabilizou a temperatura emocional. Também expandiu o vocabulário da tela pequena, abandonando a norma de planos médios discretos e trazendo composições refinadas, com um rico, sutilmente estilizado jogo de cores (é dito que Lynch chegou a banir adereços azuis).

Mas toda a inovação foi só um dos motivos que tornaram o seriado um fenômeno em tão pouco tempo, e talvez nem seja o principal. Desde a insinuação brincalhona a seios acolhedores contida no título da série, Twin Peaks privilegia conforto, talvez de variedade regressiva, começando com a suave música de abertura de Angelo Badalamenti, um casulo uterino de exuberante música ambiente à base de sintetizador. (Em uma entrevista gravada para o DVD, Badalamenti lembra ter improvisado a música em seu piano Rhodes com Lynch a seu lado definindo o clima: “OK, Angelo, estamos em uma floresta escura agora, e há um vento suave através dos sicômoros…”) Mesmo com todas as coisas terríveis que vão acontecendo e os terrores que espreitam na escuridão, a vida é boa em Twin Peaks, como Cooper observa repetidamente, pausando para exaltar o ar puro da região e o doce prazer caseiro de tortas de cereja e donuts com geleia. (Lynch frequentemente se refere a açúcar como uma “felicidade granulada.”) Como em Veludo Azul, a série ativou a nostalgia da geração baby boom por aparentar se passar simultaneamente na época presente e nos anos 50.

Já existiam fãs obcecados por televisão antes de Twin Peaks — os Trekkers, devotos de Star Trek, obviamente —mas a série introduziu um novo tipo de culto. Twin Peaks era um texto de cultura em massa que pedia por decodificação coletiva, um paraíso semiótico de pistas, símbolos e distrações. Adequado igualmente ao escrutínio de fanzines e dissertações, foi o show mais gravado da televisão (na complicada época do VHS) e encorajou artigos minuciosos atípicos de críticos de TV do Los Angeles Times e do New York Post, os quais chegaram até a conduzir análises cena-por-cena de episódios chave. O assassinato de Laura Palmer foi apenas o primeiro mistério e o gancho principal de marketing; as sequências de sonho e as forças sobrenaturais sugeriam uma mitologia subjacente para se analisar e desvendar. Em entrevistas na época, Frost se referiu à série, em terminologia pós modernista, como “uma pilha de compostagem cultural.” Twin Peaks presenteou telespectadores cinéfilos com referências a clássicos de Hollywood: O nome de Laura lembrou outro famoso elemento ausente, a personagem título do clássico noir de Otto Preminger de 1944; e chamar sua dublê de Madeleine foi uma referência óbvia a Um Corpo Que Cai de Hitchcock (1958).

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A audiência caiu após as primeiras semanas, mas muitos dos fãs que permaneceram — por volta de 17 milhões, metade do número inicial, um mês após a estréia —estavam realmente antenados. Muito antes dos recaps e dos tweets ao vivo, Twin Peaks foi um fenômeno pré internet. Na época em que fóruns de mensagens eletrônicas eram somente de domínio de acadêmicos e pesquisadores, o grupo de discussão alt.tv.twinpeaks tinha em média 25,000 seguidores e de 100 a 200 posts por semana em épocas de pico.

O que os fãs de Twin Peaks tinham em comum — seja teorizando pela Internet; explorando locais de filmagem pelo Noroeste Pacífico; ou no Japão, onde o interesse era bastante intenso, encenando funerais falsos para Laura Palmer — era um desejo de existir por mais tempo nesse mundo. Os produtores, trabalhando com Lynch e Frost, alimentaram esse desejo criando merchandisings extratextuais que expandiam o universo da série, incluindo dois livros em formato de diário (contados dos pontos de vista de Laura Palmer e do Agente Cooper) e um guia turístico da cidade. Enquanto os fãs mais leais estavam contentes em permanecer indefinidamente em Twin Peaks, muitos telespectadores contavam que a série cumprisse a promessa de uma solução.

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A pergunta “o que matou Twin Peaks” é inextricavelmente ligada à de “quem matou Laura Palmer”. Quando a série identificou o culpado, também cometeu uma espécie de suicídio simbólico. Pelo menos é o que se diz. Mas um olhar mais minucioso na subida e na queda de Twin Peaks sugere que o seriado poderia já estar condenado desde o início, devido à desconfiança e ao ceticismo que acompanharam o hype. Em um artigo do Washington Post de setembro de 1989, seis meses antes da estréia do piloto, o executivo da NBC Brandon Tartikoff disse: “Eu provavelmente gostaria de viver em um país onde algo assim poderia funcionar, mas suspeito que será uma estrada íngreme para eles.” A maioria das reportagens que antecederam a premiere foram notáveis por suas hipérboles mas também pelas constantes insinuações que Lynch não estaria preparado para o horário nobre. “Será o rei do excêntrico de Hollywood muito esquisito para a TV?” questionou a New York Times Magazine. Questionado pelo Los Angeles Times se conseguiria dar uma resolução convencional para um mistério, Lynch perdeu a paciência: “Encerramento. Eu continuo ouvindo essa palavra…Assim que uma série tem um sentido de encerramento, ela te dá uma desculpa para esquecer que viu a porcaria toda.” Para Lynch, a atração no formato de série estava precisamente na liberdade que este oferecia, mesmo que momentânea, de obrigações como encerramentos.

Frost e Lynch sempre sustentaram que identificaram Leland como assassino desde o início. “Nós sabíamos, mas nem sussurrávamos sobre enquanto trabalhávamos,” Lynch contou a Chris Rodley. “Nós tentamos manter a informação fora do consciente de nossas mentes.” O relato de Lynch sobre o processo indica que ele trabalhava com certo grau de espontaneidade. O personagem BOB, o demônio encarnado da série, e a Sala Vermelha, a icônica realidade alternativa, não ocorreram a ele até que o piloto já estivesse bastante adiantado.

A narrativa dominante na mídia — até mesmo na esquete do Saturday Night Live acima, em que Kyle MacLachlan, no papel de Cooper, idioticamente ignora claras evidências sobre o assassino — era que Twin Peaks estava brincando com seus telespectadores. Para a emissora e uma grande parte da audiência, em uma época em que a maioria das séries amarravam finais deixados em aberto e voltavam ao status quo em tempo para o noticiário noturno, a ideia que os criadores de Twin Peaks estariam inventando coisas enquanto escreviam foi causa para alarme. “É bom que a série seja capaz de satisfazer os telespectadores amantes de mistério desmamados de Columbo e Perry Mason,” o Chicago Tribune alertou antes mesmo que o piloto de Twin Peaks fosse ao ar. Com o início da segunda temporada, sem nenhuma resposta clara à vista, o crítico de TV do Orlando Sentinel reclamou: “Eu não gosto de ser feito de idiota.”

Executivos nervosos da ABC convocaram Lynch e Frost para uma série de reuniões e extraíram deles à força uma garantia de que o assassinato seria resolvido o mais cedo possível. Com grande alarde, a emissora publicou anúncios em jornais que precederam o sétimo episódio da segunda temporada: “Finalmente. Sábado, 10 de novembro. Descubra quem matou Laura Palmer. Sério.” Lynch e Frost não contaram a ninguém que Leland era o assassino até que absolutamente tiveram que fazê-lo. O ator Ray Wise descobriu pouco antes de receber o script para o episódio.

Os episódios que seguiram a revelação foram dominados por plots menos criteriosos envolvendo aliens, encenações da guerra civil e um David Duchovny pré Arquivo-X como um agente do FBI transgênero. Frost e principalmente Lynch estavam apenas perifericamente envolvidos durante longos períodos da segunda temporada. Frost estava preparando sua estréia na direção, Storyville -Um Jogo Perigoso, e Lynch estava ocupado com a estréia de Coração Selvagem e com uma exposição no Museu de Arte Contemporânea em Tóquio.

No que foi amplamente visto como uma maneira de sacrificar a série, a ABC mudou Twin Peaks para o horário mortal de sábado à noite no início da segunda temporada. A audiência continuou a decair, e em fevereiro de 1991, a emissora colocou a série em hiato, para ira dos fãs inveterados, que formaram um grupo chamado COOP, the Coalition Opposed to Offing Peaks (a Coalizão que se Opõe ao Desligamento de Peaks), e montaram uma campanha para enviar cartas. Lynch apareceu no Late Show With David Letterman (vídeo acima) para protestar contra o horário de sábado —explicando que os fãs de Peaks eram “pessoas festeiras”— e encorajou os telespectadores a escreverem para Bob Iger, presidente da divisão de entretenimento da ABC, para manter a série no ar. A ABC, que recebeu mais de 10,000 cartas, concordou algumas semanas depois em deixar Lynch e Frost terminarem a temporada no horário original da série às quintas, mas o destino da série já parecia óbvio.

Lynch retornou ao set de Twin Peaks em março de 1991 para dirigir o final da temporada sabendo que provavelmente seria o último episódio. A perspectiva de finalidade não compeliu Lynch a dar encerramento às coisas mas deixá-las ainda mais em aberto. Uma cena na lanchonete do piloto, em um inquietante momento de déjà vu, se desenrola novamente, palavra por palavra. O Black Lodge, muito discutido em episódios anteriores como um purgatório do mundo espiritual, acabou por conter a Sala Vermelha de Lynch. Quase metade do episódio — talvez ainda a mais maluca e perturbadora hora já vista na televisão —consiste em Cooper avançando pelos recessos cortinados da Sala Vermelha/Black Lodge, onde luzes piscam, todos falam ao contrário, o café se torno grosso como piche, e o tempo parece não sair do lugar. Ele encontra as forças sobrenaturais do seriado, BOB e o Anão, além de seu próprio reflexo maligno. Os dois Coopers se perseguem através da sala mas apenas um emerge do lado de fora. Twin Peaks termina com Cooper, de volta em seu quarto de hotel, batendo sua cabeça no espelho do banheiro, rindo de maneira maníaca enquanto vê BOB refletido no espelho quebrado. Lynch terminou a série trazendo-a de volta às suas obsessões, enxugando horas de estranheza crítica com um abrupto, arrepiante retorno para a escuridão interna.

O autor do artigo Dennis Lim é diretor editorial no Museum of the Moving Image e um contribuinte regular do New York Times e do Los Angeles Times.

O site Tmz disponibilizou em seu site o seguinte vídeo e postagem:

Os fãs de Twin Peaks já podem começar a babar porque o primeiro vídeo da nova temporada acabou de surgir e nele aparece Laura Palmer que pode estar de volta dos mortos. No vídeo, você pode ver o Agente Cooper, interpretado por Kyle MacLachlan andando até a casa dos Palmer com alguém que se parece com Laura. Não tenho certeza se é apenas um das cenas de visões/sonhos da série ou se ela realmente nunca esteve morta (coisas mais loucas podem ter acontecido) (…)

 

O vídeo foi postado neste canal, (que infelizmente já foi excluído) clicando você pode ver alguns outros vídeos (do mesmo vídeo) com zoom de quem gravou.

O twitter do site Twin Peaks Archive avisou aos fãs sobre o spoiler:

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No fórum World of Blue há um tópico só para os spoilers . aonde os fãs estão postando suas teorias… Como esta:

So, is it Laura? Is this some alternative timeline where she didn’t die? Or could Good Coop have left the Lodge with Laura Palmer, somehow bringing her back to the real world, aged and alive in a real world body, and bringing her home to her mother – who would definitely scream seeing her return from beyond death? I just got chills typing that last line, I thought it was a stupid wild idea, but having just typed it, you know, I think maybe that is the twist. Maybe Good Coop gets out – and brings Laura home, back to life, crossing the boundaries of two worlds, making things blur, going against the rules – and now all sorts of shit hits the fan. It would fit with the death/rebirth theme, and the parallels of worlds colliding, the Lodge seeping out into reality, all of that stuff.

 

Então é a Laura? Isso é algum espaço temporal alternativo onde ela não morreu? Ou poderia ser que Laura Palmer e o  “Bom” Coop deixaram o Lodge de alguma forma, e ele a trouxe de volta para o mundo real, envelhecida e viva em um corpo real, e a levou para casa para de sua mãe, que com certeza gostaria de vê-la e gritaria ao ver que retornou da morte? Eu tenho calafrios em só digitar essa última linha, eu pensei que era uma ideia estúpida e maluca mas depois que digitei, eu acho que talvez seja essa a reviravolta. Talvez o “Bom” Coop saia e leve Laura para casa, de volta à vida, cruzando a fronteiras de dois mundos, tornando as coisas como névoa, indo contra as regras, fazendo com que todos os tipos de merda batam no ventilador.  Isso iria se encaixar com o tema da morte / renascimento e os paralelos de mundos colidindo, o Lodge transparecendo na realidade, todas essas coisas.

Será que Laura Palmer está viva ou é mais personagem com a sua imagem… ou sonho?

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No mundo, existem dois tipos de pessoas: aqueles que assistiram Twin Peaks e aqueles que não assistiram. Este artigo é para ambos.

Como você sabe, Twin Peaks é estranha. É estranha. Qualquer tipo de coisa estranha acontece, pessoas estranhas assistem. David Lynch, é estranho! É estranho, não assista! Você não vai gostar, porque é estranha. Como cavalos nos quartos e óleo de motor queimado; anão dançante. Gigantes. Homem de um braço. Creme de milho! Creme de milho! Apenas estranha. Estranha, estranha, estranha.

Isso é o que se costumava dizer, certo? Então, essas pessoas ouviram os criadores de seu shows  favoritos como, True Detective , dizendo que foi incrível. Eles pensaram: “Bem, talvez não seja tão estranha. Ou, talvez isso não importa. Talvez eu faça uma tentativa”. Eles abriram a caixa de chocolate de coelhos. Juntaram-se a Geração Feliz. Riram por serem tão negativos no passado.

Porque como você sabe, Twin Peaks é incrível. Incrível. Coisas surpreendentes acontecem. Pessoas incríveis assistem, David Lynch  é incrível! É simplesmente incrível, assista, e você amará, porque é incrível. Como cavalos nos quartos e óleo de motor queimado; anões dançantes. Gigantes. Homem de um braço. Creme de milho! Creme de milho! Simplesmente incrível. Incrível, incrível, incrível.

Este artigo está aqui para mostrar as vinte melhores exemplos de como e por que. Então, vamos fazer uma curva acentuada na esquina da Sparkwood e 21, abrandar em vez de acelerar quando o semáforo é âmbar … e eu suponho que tudo o que você deve seguir a uma distância discreta.

“Harry, eu não tenho faço ideia pra onde isso vai nos levar, mas eu tenho um sentimento definitivo que será um lugar maravilhoso e um tanto estranho.” – Agente Especial do FB I Dale Cooper.”

 

20. Meu log tem algo há dizer…

Céticos com pouca fé, saim agora. Não há espaço para quem duvide do universo Twin Peaks. Os logs VÊEM coisas! Enquanto dolorosamente inanimado, inadequado, analfabeto e bem…, somente os mais pobres Agentes Especiais reais como você ignoram o que os logs tem a dizer! Concedido, a lógica e a razão podem dizer que Dale Cooper era inteligente o suficiente para perceber que o log de Margaret representou uma manifestação esquizofrênica de sua personalidade em forma de árvore-casca e para saciar discussão com o log e ele, na verdade, entregou-se a discussão com ela, mas, em seguida, novamente , talvez em Twin Peaks, os logs realmente vejam e ouçam. Porque, o que histórias que poderiam dizer … se só eles poderiam falar. A trágica perda realmente.

 

19. Aquele sinal… você sabe qual

Eu ia escrever algo a sério sobre o sinal, fãs companheiros compartilharam comigo e com outros membros, mas que envolveria  divulgar: a) o que o sinal significa b) quem usa, o que, como. Todos sabem, eu não posso fazer. Bastava dizer aos fãs de Twin Peaks , que têm confundido muitos com  infelizes  ao longo dos anos afagando seu dedo indicador para baixo, curva de seu osso orbital, incorrendo olhares de espanto, incredulidade, ceticismo e até mesmo incômodo a título definitivo. Afinal, ninguém gosta de ser marcado. Se pudéssemos dizer a eles, diríamos. Não?

 

18. Dançar

Aparentemente, não há nada muito exclusivo sobre a dança para os fãs  Twin Peaks . Todo  mundo sabe dançar! A maioria  deve ter  feito mal. No entanto, em Twin Peaks, a dança carrega um significado diferente; um de advertência, um dos desespero- particularmente quando feito por homens que só acontece se for possuído pelo mal, entidades demoníacas. Aquela cena com Leland girando com a foto de Laura … antes de limpar o seu próprio sangue por toda parte … assustador, doentio e trágico.

17. Lhamas odeiam processo investigativo

Não planejada e inesperada. Quando Kyle MacLachlan no pisou local com Michael Ontkean para filmar uma cena em uma clínica veterinária local, os produtores decidiram preencher a mise en scène com um lhama. Então, durante um take em que Cooper está explicando a teoria por trás da investigação criminal, a lhama entra por entre os dois e bufa para o rosto de Cooper. MacLachlan, sempre profissional, não quebra caráter e continua a cena, explicando:
“A menor distância entre dois pontos não é necessariamente uma linha reta”

Claramente, a lhama não concordou!

 

16. Julee Cruise

Se você está lendo isso e nunca viu Twin Peaks, há uma chance excelente que você não tem ideia, Julee Cruise. Ela é serena, rosto enigmático e hipnóticos, vocais sonhadores que auxiliaram  na criação de algumas das mais belas, terríveis e icônicas cenas do show. Executou cinco canções originais como o cantora recorrente no bar Roadhouse, e finalmente lançou um álbum inteiro fora do sucesso do show, permitindo que as pessoas em todo o mundo ficassem perdidos no devaneio do dream pop. Diga o que quiser sobre Lynch, ele tem sabor distinto e um olhar amplo na música e Cruise foi um achado raro.

 

15. Método tibetano tem a resposta

Não era apenas a questão de “Quem matou Laura Palmer?”, que cativou a todos por essa primeira temporada de 8 episódios, na Primavera de 1990, e sim, foram as formas intrigantes e muitas das vezes bizarras que Cooper passou sobre encontrar a resposta. Esqueça as suas lavagens e dinheiro, trilhas forenses.Os métodos de Cooper para encontrar o assassino envolvido era atirando pedras em uma garrafa de vidro, ativando “os níveis mais profundos da intuição.” Foi peculiar, era único, era um pouco ridículo … mas cada espectador que já viu que a cena estava pendurada em cima de cada segundo até que a garrafa estava em pedaços no final. Apenas adicionando à sua mística foi que MacLachlan conseguiu esmagar a garrafa em seu primeiro lance,  então aparece o nome de Leo Johnson que é lido-causando a Kimmy Robertson, que interpreta Lucy, realmente suspirar de alegria. Lynch ficou tão encantado com o momento, que manteve o suspiro.

14. “Essa inclinação à direita na sua caligrafia…”

O que isso indica?
“Um coração que anseia”.
Muitas vezes imitado, geralmente fabricados; química genuína, chiando entre dois atores podem ser  difícil de encontrar, razão pela qual as pessoas desmaiam quando é descoberto, na tela. Desmond e Penny de Lost, Buffy e Spike, Mulder e Scully e, diante de todos, Dale Cooper e Audrey Horne. Cada cena em toda a série que envolveu os dois era pura magia, sua união aparentemente inevitável descarrilou por (mais especificamente, de MacLachlan) profissionalismo de Cooper. Em vez disso, ficamos com a questão do que poderia ter sido. Aparentemente, essas toranjas  não foram espremidas na hora.

 

13- Waldo

Aqui está a seguir o testemunho de um pássaro Myna/Mynah, momentos antes de sua morte como uma tentativa de encobrimento: “Leo, não. Leo, não! “… E o  mundo olhava com admiração e horror. Parte do brilho de Twin Peaks reside na sua capacidade de exibir o procedimento habitual de investigação de assassinato na tela de modos novos e cativantes. Ter uma testemunha de assassinato fundamental assumir a forma de um pássaro Myna/Mynah  capaz de imitar vozes humanas e interpretar os de gritos desesperados de Laura por ajuda, como ela foi estuprada, continua a ser uma das cenas mais incrivelmente assombrosas  da história da TV. Ainda hoje, os gritos ecoam em  nossas cabeças: “Laura. Laura. Laura”.

12. Doppelgänger

Dentro do Black Lodge existe seu irmão gêmeo do mal. Meu também. Olhos mortos e rindo loucamente do seu medo  na sua cara e de tudo que você odeia em si mesmo.  Você tem que enfrentar seu irmão gêmeo do mal com coragem, ou ele vai perturbar você.  Se o Black Lodge (e BOB) pode ser visto como o “mal que os homens fazem”, em seguida, todos nós devemos ser cautelosos com o mal que pode assumir o nosso nome e rosto. Em muitos aspectos, muito à frente de seu tempo, nos dias atuais, o nosso Doppelgänger tendem a se firmar em fóruns na internet e no Twitter, onde o sumário de um avatar e palavras em uma mensagem nos convence  acabar com todo o respeito e iniciar insultos até que nossos corações fiquem  contentes. Talvez, como tal, o Black Lodge é muito mais “real” do que as pessoas acham.

 

11.  “a DAMN fine cup of coffee!”

Para todas as suas desvantagens, a cidade de Twin Peaks certamente parece oferecer proeminentes delícias culinárias, especificamente torta de cereja do restaurante  RR, que é essencialmente o néctar dos deuses e xícaras de rico, café- preto quente que deve ser um grito distante da qualidade do café que você costuma encontrar em cafés em todo o mundo! É um presente de  Twin Peaks deu ao mundo; a presença de espírito para saborear o primeiro gole de café da manhã. Se alguma vez você encontrar-se para  baixo, com sono e a  paciência de uma longa noite antes, pense em Dale Cooper quando você toma esse gole de servidão suculento e você irá sorrir. É, apesar de tudo,  “a DAMN fine cup of coffee.” Além disso, se alguém aí já tem essa rotina com um verdadeiro garçom… você ganhou.

10. “How’s Annie!?”

Tenho a sorte que entre a comunidade Twin Peaks não há  ninguém com o nome de Annie. Pense um pouco se você vai para os Annies lá fora, quem – além de ser obrigado a gostar de John Denver (que tem uma música chamada Annie’s song) tenho  amigos próximos que viram o show, porque você sabe, eles terão, pelo menos uma vez, receber um  telefonema ou uma mensagem de texto a partir da referida amiga perguntando como ela é … de novo e de novo e de novo! De que outra forma, fã de  Twin Peaks deveria fazer a suposta luz no fim do túnel!?  E se você não está fazendo isso para fazer a luz no fim do túnel… você deve parar. Você estará assustando Annie. Você pode me agradecer depois, Annie. Espero que você esteja bem, Annie. Como está Annie hoje?

 

9. Diane

Quando Twin Peaks  começou a ser exibida, as pessoas achavam Diane era real. Alguns até hoje tomam uma conduta rigorosa e acreditam que Cooper estava gravando uma reportagem investigativa e  verbal para assuntos internos do FBI. Outros acreditam Diane era uma construção da mente de Cooper, ajudando-o em sua investigação através da criação de uma parte separada de sua mente, para observar os fatos e conceder perspectiva. É um truque de escritor. Ouvindo suas próprias ideias, falando  de volta a você por sua própria voz. Se for verdade, então todos nós temos Diane em nossas vidas. Acabamos nunca se preocupando em falar com ela. Experimente, a próxima vez que você tiver  um problema. Vamos, Diane sei. Ela poderá  ter a solução.

 

8. Uma linda mulher pode curar qualquer coisa…

Vamos ser honestos, de David Lynch como Gordon Cole era  o personagem mais engraçado na TV naquela época. Chamava Cooper de um “mexicano wowow”  seu cortejo hilariante por  Shelly Johnson na RR, Lynch provou que ele poderia fazer momentos de ouro na câmera, assim como por trás.Quando foi  pego beijando por Bobby Briggs, Cole disse: “Vocês estão testemunhando à frente,  três quartos de dois adultos a partilhando  um momento de ternura!” Gênio. Puro gênio.

 

7. O pesadelo

O longa-metragem estréia da segunda temporada, terminou de uma forma que você não esperava ser tão- com Ronette Pulaski não tinha sido vista desde o episódio piloto. Quando ela de repente acorda de seu coma, só para experimentar um flashback do assassinato de Laura, quando isso aconteceu, significou nosso testemunho de uma das cenas mais aterrorizantes da história da TV. O instantâneo e suficiente por si só! Os gritos, o rosto desfigurado, BOB; É uma imagem (e som) firmemente enraizado na mente de todos os fãs de Twin Peaks para o túmulo!

6. “[…] Enrolada no plástico.”

Muito antes da série Twin Peaks, seus personagens complexos e arcos contínuos, a história anunciou uma Idade de Ouro para a televisão Americana que iria ver inúmeros jogos de caixas DVD comprados, embrulhados em plástico,  Twin Peaks – a cidade – foi abalada com a descoberta do corpo de Laura Palmer, envolto no plástico. Pete Martell liga para o Sheriff proclamando tal tornou-se tão icônico quanto o próprio episódio piloto e, embora não a primeira linha real da série, (“Goin Fishin ‘” tem que elogio), foi a linha singular que começou tudo. Colocar Filme Plástico em torno de seus sanduíches nunca mais foram o mesmo novamente!

 

5. BOB

Você seria perdoado por pensar que um antagonista central com o nome Bob poderia ser um pouco de  piada interna descrito por Frost e Lynch, em referência a personagens com o nome Bob que, geralmente são idiotas, estranhos ou apenas estranhos. Enquanto assassino BOB mantém o aspecto estranho de seu nome, qualquer coisa, mas o medo imediato sobre a imagem do BOB é grosseiramente fora do limite. Com o longo cabelo grisalho, uivando risos e esquisito, rosto agressivo, não há personagem  na história da TV que tenha semelhança com ele. Ele é um show de horror de um vilão, verdadeiramente digno de vívida imaginação de David Lynch.

 

4. Sherilyn Fenn é talentosa com a boca

Se você ainda não viu a série antes, sua mente provavelmente está sarjeta agora. Por outro lado, se você já viu a série  antes … sua mente provavelmente também está na sarjeta agora, mas por razões tão diferentes! Ignorando a possibilidade de fumaça e espelhos de algum mágico acontecendo, a subordinação de um talo de cereja com a língua de Audrey Horne, tem de ser um dos momentos mais sensuais sedutores na história da TV. São os olhos. Tudo nos olhos.

 

3.”Está acontecendo… Novamente.”

O Gigante. O oposto exato em da Michael Anderson, o homem do outro espaço, e ainda, eles são uma única coisa. Então, está decretado no Black Lodge. Enquanto pistas enigmáticas e frustrantes do gigante tinha coçado muito suas cabeças, quando Cooper estava deitado, sangrando até a morte no chão de seu quarto de hotel, que era sua dor, apelo desesperado a Cooper no Roadhouse que definiu uma geração. Olhando, impotente, como assassino, BOB ataca novamente, o Gigante normalmente sem emoção só pode olhar com horror como Cooper não está próximo para evitar que o terceiro assassinato. Ele tornou-se a cena mais emblemática da série e, aterrorizou o gramofone mais do que o Sex Pistols já fez.

 

2. Todos os dias, dê a si mesmo um presente

A sabedoria de Dale Cooper, na tela reconhecidamente de Lynch , varia entre o enigmático, encantadora ao francamente bizarro. No meio de toda a discussão metafórica sobre o amor, dever, da alma e da moralidade, é mais simples pedaço de Cooper do conselho que soa mais verdadeiro. A santidade da vida e da liberdade, tão escassos e pouco provável, pois ele pode ser, e não deve ser subestimada. Talvez, nós gastamos muitos dias de nossas vidas cheios de raiva, arrependimentos e despeito. Talvez, nós precisamos nos lembrar de desfrutar os prazeres da vida, não importa quão pequena, em uma base constante. Na verdade, você deve dar a si mesmo um presente.  Todos vocês.

1. As corujas não são o que parecem

O fala do Gigante mais citada, referenciada a uma pista confusa, é sinônimo com  ‘mensagem’ de Twin Peaks. No contexto, uma pista para o método de que como BOB viaja, na realidade, as palavras de Frost & Lynch realizam uma importância muito maior. Corujas, muitas vezes ouvem mas não são vistas, sábias e atentas, não são apenas os estereótipos que colocamos sobre elas. O mesmo pode ser dito sobre pessoas. Josie Packard e a tentativa de assassinato, Donna Hayward um erro em sua existência, mesmo Dale Cooper no final, deixa o Lodge mas  inicialmente não parece.
Assim é a mensagem de Twin Peaks: as pessoas são indivíduos únicos, muito mais diversificadas do que os atributos que lhes são aplicáveis. Qualquer um é capaz de, surpreender você a qualquer momento e que é uma coisa boa. É um desserviço para todos que você conhece  assumir que, eles são tudo o que você prescrever que elas sejam. Para melhor ou para pior, as pessoas nunca são completamente o que parecem, simplesmente porque o que parecem é o que eles estão tentando parecer. Como os personagens de Twin Peaks, nas circunstâncias certas, qualquer um é capaz de qualquer coisa, é por isso que não devemos nos categorizar na ideia de que nós não podemos fazer ou ser algo.

Agora, dê a si mesmo um presente!

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