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Twin Peaks sempre foi mais sobre deleitar-se na escuridão Lynchniana do que resolver um assassinato.

 

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Trecho tirado de David Lynch: The Man From Another Place de Dennis Lim, disponível pela New Harvest. Traduzido por Igor Leoni.

O matagal burocrático das redes de televisão era com certeza um anátema para um artista como David Lynch que valorizava controle. Lynch sempre foi aberto sobre as incoveniências do formato televisivo: a qualidade inferior de imagem e som e as rudes intrusões de pausas comerciais, pouco propícias para quem gosta de mergulhar em uma história. “Seria absurdo ter uma grande sinfonia tocando, e após cada movimento, quatro pessoas diferentes entrariam para tocar seus próprios jingles e vender algo,” ele reclamou para a revista Rolling Stone antes que o piloto de Twin Peaks fosse ao ar.

Ainda assim, televisão era, como qualquer criança dos anos 50 sabe, o meio que formava a autoconsciência americana, ainda mais que filmes. Lynch contou a um entrevistador francês que apreciava a suscetibilidade dos telespectadores de televisão: “As pessoas estão em suas casas e nada as incomoda. Elas estão confortáveis para mergulhar em um sonho.” Porém ainda predominante na época, o estereótipo negativo da TV de tubo, com seu efeito narcotizante em uma audiência passiva, apenas atestava seus poderes sinistros, sua habilidade de atingir pessoas em sua intimidade (em seus lares, o “lugar onde as coisas podem dar errado”). O formato de série também permitiu a Lynch experimentar com uma narrativa imersiva — em seus termos quase infantis, viver dentro de uma história e mantê-la viva o máximo possível. Ele havia feito o mesmo com Eraserhead — quando se refugiou na mente de Henry e chafurdou em seu mundo por anos — e faria de novo com Império dos Sonhos, dando forma, intermitentemente, para uma história que ainda não tinha se revelado para ele totalmente. Com Twin Peaks, Lynch e seu co-criador, Mark Frost, poderiam desemaranhar uma história quase em tempo real, ao mesmo tempo que iriam descobri-la, trazendo também os telespectadores para esse desconhecido.

Mark Frost e David Lynch

Para compreender o efeito sísmico de Twin Peaks, ajuda entender o cenário no qual a série emergiu. O terreno televisivo dos anos 80 era menor, e mais seguro. Isso foi pelo menos uma década antes do termo showrunner se tornar comum na linguagem da cultura-pop, antes de começarmos a associar séries de sucesso com seus criadores: David Chase (Família Soprano), Joss Whedon (Buffy – A Caça Vampiros), David Simon (The Wire). Havia exceções parciais — a extremamente popular série antológica dos anos 50-60 Alfred Hitchcock Presents, na qual o rotundo Hitchcock, que a essa altura já era praticamente uma marca, servia como apresentador e diretor ocasional, e a série dos anos 80 de Michael Mann Miami Vice, que introduziu o traço expressionista típico da MTV em séries policiais procedural — mas cineastas raramente lidavam com este formato comparativamente mais simplório.

Essa também era uma época de incertezas no ramo de televisão, depois de uma década que havia visto o domínio dos canais oligárquicos (ABC, CBS, e NBC) ameaçados pelo crescimento dos canais a cabo e das vídeolocadoras. A ABC, em terceiro lugar em audiência entre os três canais de sinal aberto, estava mais disposta — ou desesperada — a arriscar. Independente da resposta do público, haveria interesse garantido por parte da imprensa em uma série criada por Lynch, indicado ao Oscar duas vezes e o novo favorito dos críticos após Veludo Azul, e Frost, indicado ao Emmy e de ótima reputação.

Quando planejaram a série, Lynch e Frost não tinham identificado o assassino — ainda não sabiam quem era. Ao invés disso, deram ênfase no clima e no espírito do lugar e explicaram que o mistério do assassinato iria recuar com o tempo, dando espaço para outros personagens e histórias. O piloto foi filmado em fevereiro e março de 1989 (também o período dos acontecimentos da história), em 23 dias, nos arredores de Seattle e no centro de Washington, ficando um pouco abaixo do orçamento de 4 milhões. O canal comissionou mais sete episódios: menos da metade do número de episódios de uma temporada. Independente se os executivos gostaram ou não, o piloto era muito estranho para que eles arriscassem qualquer intervenção criativa: Era “tão diferente do que eles estavam acostumados que sequer conseguiram presumir para nos dizer como fazer melhor ou diferente,” Frost contou à Rolling Stone.

TWIN PEAKS

O barulho do hype começou no final de 1989. O primeiro artigo sobre Twin Peaks apareceu na edição de setembro da revista Connoisseur, entitulado “A Série Que Irá Mudar a TV Para Sempre.” Twin Peaks acabou se tornando um fenômeno de vida curta, indo do piloto para seu final em meros 14 meses. É difícil sobrestimar o impacto da estréia de duas horas, que atingiu 35 milhões de norte americanos, um terço dos telespectadores do país, em 8 de abril de 1990. Nunca antes, e desde então, uma série de televisão forçou tantos ao mesmo tempo a ponderar a questão essencial do universo lynchiano: Como devemos nos sentir sobre isso?

Twin Peaks não quebrou as regras da dramaturgia televisiva tanto quanto sutilmente perturbou-as. A série diminuiu seu ritmo narrativo e desestabilizou a temperatura emocional. Também expandiu o vocabulário da tela pequena, abandonando a norma de planos médios discretos e trazendo composições refinadas, com um rico, sutilmente estilizado jogo de cores (é dito que Lynch chegou a banir adereços azuis).

Mas toda a inovação foi só um dos motivos que tornaram o seriado um fenômeno em tão pouco tempo, e talvez nem seja o principal. Desde a insinuação brincalhona a seios acolhedores contida no título da série, Twin Peaks privilegia conforto, talvez de variedade regressiva, começando com a suave música de abertura de Angelo Badalamenti, um casulo uterino de exuberante música ambiente à base de sintetizador. (Em uma entrevista gravada para o DVD, Badalamenti lembra ter improvisado a música em seu piano Rhodes com Lynch a seu lado definindo o clima: “OK, Angelo, estamos em uma floresta escura agora, e há um vento suave através dos sicômoros…”) Mesmo com todas as coisas terríveis que vão acontecendo e os terrores que espreitam na escuridão, a vida é boa em Twin Peaks, como Cooper observa repetidamente, pausando para exaltar o ar puro da região e o doce prazer caseiro de tortas de cereja e donuts com geleia. (Lynch frequentemente se refere a açúcar como uma “felicidade granulada.”) Como em Veludo Azul, a série ativou a nostalgia da geração baby boom por aparentar se passar simultaneamente na época presente e nos anos 50.

Já existiam fãs obcecados por televisão antes de Twin Peaks — os Trekkers, devotos de Star Trek, obviamente —mas a série introduziu um novo tipo de culto. Twin Peaks era um texto de cultura em massa que pedia por decodificação coletiva, um paraíso semiótico de pistas, símbolos e distrações. Adequado igualmente ao escrutínio de fanzines e dissertações, foi o show mais gravado da televisão (na complicada época do VHS) e encorajou artigos minuciosos atípicos de críticos de TV do Los Angeles Times e do New York Post, os quais chegaram até a conduzir análises cena-por-cena de episódios chave. O assassinato de Laura Palmer foi apenas o primeiro mistério e o gancho principal de marketing; as sequências de sonho e as forças sobrenaturais sugeriam uma mitologia subjacente para se analisar e desvendar. Em entrevistas na época, Frost se referiu à série, em terminologia pós modernista, como “uma pilha de compostagem cultural.” Twin Peaks presenteou telespectadores cinéfilos com referências a clássicos de Hollywood: O nome de Laura lembrou outro famoso elemento ausente, a personagem título do clássico noir de Otto Preminger de 1944; e chamar sua dublê de Madeleine foi uma referência óbvia a Um Corpo Que Cai de Hitchcock (1958).

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A audiência caiu após as primeiras semanas, mas muitos dos fãs que permaneceram — por volta de 17 milhões, metade do número inicial, um mês após a estréia —estavam realmente antenados. Muito antes dos recaps e dos tweets ao vivo, Twin Peaks foi um fenômeno pré internet. Na época em que fóruns de mensagens eletrônicas eram somente de domínio de acadêmicos e pesquisadores, o grupo de discussão alt.tv.twinpeaks tinha em média 25,000 seguidores e de 100 a 200 posts por semana em épocas de pico.

O que os fãs de Twin Peaks tinham em comum — seja teorizando pela Internet; explorando locais de filmagem pelo Noroeste Pacífico; ou no Japão, onde o interesse era bastante intenso, encenando funerais falsos para Laura Palmer — era um desejo de existir por mais tempo nesse mundo. Os produtores, trabalhando com Lynch e Frost, alimentaram esse desejo criando merchandisings extratextuais que expandiam o universo da série, incluindo dois livros em formato de diário (contados dos pontos de vista de Laura Palmer e do Agente Cooper) e um guia turístico da cidade. Enquanto os fãs mais leais estavam contentes em permanecer indefinidamente em Twin Peaks, muitos telespectadores contavam que a série cumprisse a promessa de uma solução.

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A pergunta “o que matou Twin Peaks” é inextricavelmente ligada à de “quem matou Laura Palmer”. Quando a série identificou o culpado, também cometeu uma espécie de suicídio simbólico. Pelo menos é o que se diz. Mas um olhar mais minucioso na subida e na queda de Twin Peaks sugere que o seriado poderia já estar condenado desde o início, devido à desconfiança e ao ceticismo que acompanharam o hype. Em um artigo do Washington Post de setembro de 1989, seis meses antes da estréia do piloto, o executivo da NBC Brandon Tartikoff disse: “Eu provavelmente gostaria de viver em um país onde algo assim poderia funcionar, mas suspeito que será uma estrada íngreme para eles.” A maioria das reportagens que antecederam a premiere foram notáveis por suas hipérboles mas também pelas constantes insinuações que Lynch não estaria preparado para o horário nobre. “Será o rei do excêntrico de Hollywood muito esquisito para a TV?” questionou a New York Times Magazine. Questionado pelo Los Angeles Times se conseguiria dar uma resolução convencional para um mistério, Lynch perdeu a paciência: “Encerramento. Eu continuo ouvindo essa palavra…Assim que uma série tem um sentido de encerramento, ela te dá uma desculpa para esquecer que viu a porcaria toda.” Para Lynch, a atração no formato de série estava precisamente na liberdade que este oferecia, mesmo que momentânea, de obrigações como encerramentos.

Frost e Lynch sempre sustentaram que identificaram Leland como assassino desde o início. “Nós sabíamos, mas nem sussurrávamos sobre enquanto trabalhávamos,” Lynch contou a Chris Rodley. “Nós tentamos manter a informação fora do consciente de nossas mentes.” O relato de Lynch sobre o processo indica que ele trabalhava com certo grau de espontaneidade. O personagem BOB, o demônio encarnado da série, e a Sala Vermelha, a icônica realidade alternativa, não ocorreram a ele até que o piloto já estivesse bastante adiantado.

A narrativa dominante na mídia — até mesmo na esquete do Saturday Night Live acima, em que Kyle MacLachlan, no papel de Cooper, idioticamente ignora claras evidências sobre o assassino — era que Twin Peaks estava brincando com seus telespectadores. Para a emissora e uma grande parte da audiência, em uma época em que a maioria das séries amarravam finais deixados em aberto e voltavam ao status quo em tempo para o noticiário noturno, a ideia que os criadores de Twin Peaks estariam inventando coisas enquanto escreviam foi causa para alarme. “É bom que a série seja capaz de satisfazer os telespectadores amantes de mistério desmamados de Columbo e Perry Mason,” o Chicago Tribune alertou antes mesmo que o piloto de Twin Peaks fosse ao ar. Com o início da segunda temporada, sem nenhuma resposta clara à vista, o crítico de TV do Orlando Sentinel reclamou: “Eu não gosto de ser feito de idiota.”

Executivos nervosos da ABC convocaram Lynch e Frost para uma série de reuniões e extraíram deles à força uma garantia de que o assassinato seria resolvido o mais cedo possível. Com grande alarde, a emissora publicou anúncios em jornais que precederam o sétimo episódio da segunda temporada: “Finalmente. Sábado, 10 de novembro. Descubra quem matou Laura Palmer. Sério.” Lynch e Frost não contaram a ninguém que Leland era o assassino até que absolutamente tiveram que fazê-lo. O ator Ray Wise descobriu pouco antes de receber o script para o episódio.

Os episódios que seguiram a revelação foram dominados por plots menos criteriosos envolvendo aliens, encenações da guerra civil e um David Duchovny pré Arquivo-X como um agente do FBI transgênero. Frost e principalmente Lynch estavam apenas perifericamente envolvidos durante longos períodos da segunda temporada. Frost estava preparando sua estréia na direção, Storyville -Um Jogo Perigoso, e Lynch estava ocupado com a estréia de Coração Selvagem e com uma exposição no Museu de Arte Contemporânea em Tóquio.

No que foi amplamente visto como uma maneira de sacrificar a série, a ABC mudou Twin Peaks para o horário mortal de sábado à noite no início da segunda temporada. A audiência continuou a decair, e em fevereiro de 1991, a emissora colocou a série em hiato, para ira dos fãs inveterados, que formaram um grupo chamado COOP, the Coalition Opposed to Offing Peaks (a Coalizão que se Opõe ao Desligamento de Peaks), e montaram uma campanha para enviar cartas. Lynch apareceu no Late Show With David Letterman (vídeo acima) para protestar contra o horário de sábado —explicando que os fãs de Peaks eram “pessoas festeiras”— e encorajou os telespectadores a escreverem para Bob Iger, presidente da divisão de entretenimento da ABC, para manter a série no ar. A ABC, que recebeu mais de 10,000 cartas, concordou algumas semanas depois em deixar Lynch e Frost terminarem a temporada no horário original da série às quintas, mas o destino da série já parecia óbvio.

Lynch retornou ao set de Twin Peaks em março de 1991 para dirigir o final da temporada sabendo que provavelmente seria o último episódio. A perspectiva de finalidade não compeliu Lynch a dar encerramento às coisas mas deixá-las ainda mais em aberto. Uma cena na lanchonete do piloto, em um inquietante momento de déjà vu, se desenrola novamente, palavra por palavra. O Black Lodge, muito discutido em episódios anteriores como um purgatório do mundo espiritual, acabou por conter a Sala Vermelha de Lynch. Quase metade do episódio — talvez ainda a mais maluca e perturbadora hora já vista na televisão —consiste em Cooper avançando pelos recessos cortinados da Sala Vermelha/Black Lodge, onde luzes piscam, todos falam ao contrário, o café se torno grosso como piche, e o tempo parece não sair do lugar. Ele encontra as forças sobrenaturais do seriado, BOB e o Anão, além de seu próprio reflexo maligno. Os dois Coopers se perseguem através da sala mas apenas um emerge do lado de fora. Twin Peaks termina com Cooper, de volta em seu quarto de hotel, batendo sua cabeça no espelho do banheiro, rindo de maneira maníaca enquanto vê BOB refletido no espelho quebrado. Lynch terminou a série trazendo-a de volta às suas obsessões, enxugando horas de estranheza crítica com um abrupto, arrepiante retorno para a escuridão interna.

O autor do artigo Dennis Lim é diretor editorial no Museum of the Moving Image e um contribuinte regular do New York Times e do Los Angeles Times.

Lembram da ruivinha Alicia Witt? Ela fez uma breve aparição no primeiro episódio da segunda temporada, como a irmã caçula de Donna, Gersten. Em uma entrevista recente ao canal KTLA, a atriz indicou que pode estar envolvida com a próxima temporada.

Enquanto relembravam momentos de sua carreira, uma foto de sua participação em Twin Peaks surgiu e o repórter perguntou se a idéia do revival a agradava. Alicia fez ar de mistério e disse com um sorriso maroto “Com certeza me agrada, mas eu não posso falar mais nada”. Confira a entrevista aqui.

No mês passado, enquanto as filmagens da série aconteciam em Washington, a atriz postou em seu Instagram uma foto em um avião com a legenda So long honey-babe, where I’m bound, I can’t tell (Até mais docinho, pra onde vou, não posso contar).

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Além de trabalhar como atriz, Alicia também é música. Ela fez recentemente aparições nas séries Justified, House of Lies e Elementary. 

Parece que a promessa de que Laura Palmer nos veria após 25 anos era falsa. Foi confirmado hoje que a nova temporada só irá ao ar em 2017.

A repórter de televisão Cynthia Littleton tuitou hoje sobre o pronunciamento feito por Leslie Moonves, presidente da CBS. O canal CBS detém os direitos de Twin Peaks e é dono do canal Showtime, que irá veicular a nova temporada da série.

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O tweet diz “Leslie Moonves diz na reunião sobre os ganhos da CBS que Twin Peaks estará no Showtime em 2017“.

O primeiro que indicou a possibilidade desse adiamento foi o co-criador Mark Frost em uma visita ao National Baseball Hall of Fame and Museum na companhia do filho. Frost mencionou que os novos episódios iriam ao ar “em algum momento em 2017” e que seu livro The Secret Lives of Twin Peaks, que servirá como ponte entre o final da série e a nova temporada, sairia em 2016 e não em 2015, como havia sido anunciado inicialmente.

Ainda assim, fãs torceram para que Frost tivesse se equivocado e aguardaram ansiosamente por uma confirmação oficial. E parece que ela finalmente chegou, para nossa tristeza 🙁

Mas acreditamos que toda essa espera irá valer a pena. Que venha 2017!

LELAND: “Aonde é que este mundo vai parar?!”

 

É difícil definir a natureza do relacionamento do casal. O casamento deve, obviamente, ter acabado há muito tempo, mas eles ainda fingem ter um casamento utópico. A ideia do casamento fracassado já é visível nas entradas do diário de Laura, que datam quando ela tinha 12. Em uma das primeiras entradas (página 11), Laura descreve uma ocasião em que ela entrou em seus pais fazendo sexo:

“(…)contei a elas que no mês passado eu tive febre à noite e fui ao quarto de meus pais, e eles estavam nus, papai por cima da mamãe. Saí do quarto e mamãe veio atrás de mim logo depois com uma aspirina e uma 7-UP. Ela jamais disse uma palavra sobre isso. Donna disse que sem dúvida eles estavam fazendo sexo, e eu já sabia disso, mas não parecia que estivessem fazendo. Parecia que estavam apenas se mexendo bem devagar, sem nem olhar um para o outro.”

Leland Palmer tem violentado sua filha desde que ela tinha doze anos. Alguns anos mais tarde, em “Fleshworld“, ele encontra uma foto de Teresa Banks (em Deer Meadow), que lhe faz lembrar de Laura. Teresa é realmente como ele vê Laura, e que lhe dá uma desculpa para violentar sua filha. Ele contata Teresa, a quem esconde o seu nome e sua verdadeira identidade. Leland e Teresa marcam um encontro com algumas amigas dela, mas quando ele chega lá, percebe que Teresa trouxe sua filha, Laura. A partir de seu comportamento, Teresa conclui que ele deve, de alguma forma, ser conectado a Laura ou Ronette e, mais tarde, pela descrição de Jacques, ela descobre que Leland é o pai de Laura. Nesse ponto ela começa a chantageá-lo, e Leland a mata, a fim de preservar uma imagem difundida de si mesmo como um advogado bem sucedido, um pai e marido perfeito, com uma família perfeita.

Na realidade, Leland trata Laura como sua  filhinha preciosa, mas em algumas ocasiões a verdadeira natureza de seu relacionamento se torna visível: ele age como um amante ciumento. Quando ele vê seu colar, ele pergunta: “Você conseguiu isso de seu amante?”, E quando James vem para ver Laura, Leland está à porta “supervisionando” a conversa (que deve ser o que ocorreu na Laura a última vez que ela viu James).

Em todo este tempo, Leland acredita que Laura conhece sua verdadeira identidade. E é por isso que os últimos dias de sua vida representam uma descoberta gradual, simultânea da verdade para ambos. Sua convicção provem de sua opinião de que ela gosta do que ele está fazendo com ela (NOTA: “Como você sabe que ela gosta” a cena do jantar, dita por Sarah) que também pode ser visto a partir do fato dele ter arrancado páginas do diário, onde há qualquer indicação da verdadeira identidade de BOB.

Sarah está, obviamente, ciente de tudo o que está acontecendo, mas ela conscientemente toma o caminho mais fácil e se recusa a ver os problemas na família. No entanto, uma vez que ela não pode reprimir completamente o seu conhecimento do que está acontecendo, ela torna-se mentalmente instável. Quando (no roteiro), ela diz: “Não, isso não pode estar acontecendo” (quando ela percebe que ela está vestindo a camisola que esteve procurando em todos os lugares) a frase, obviamente, refere-se a toda a situação com a sua família. E então ela diz: “Eu vou ter outro colapso.”

Se esse não é o seu primeiro colapso, como é que Laura nunca percebeu o que há errado, por exemplo, como é que ela nunca viu ligação entre BOB, Leland, a condição de Sarah e seu próprio comportamento? Se eles pareciam ser uma família perfeita e a única coisa que não se encaixava naquele contexto era sua vida secreta, que seus pais sequer  sabiam, por que sua sua mãe estava naquele estado?! Quando Laura abraça sua mãe tentando acalmá-la, Sarah desiste e vai embora, assim como ela sempre faz. (Nota: cabe mencionar a cena quando Laura entra na casa e chama “mãe?”, mas não obtém resposta. Esta cena é obviamente uma metáfora para o relacionamento entre Laura e sua mãe, porque seria normalmente esperado para uma dona de casa estar em casa quando sua única filha voltasse da escola).

Toda a sua realidade, a sua vida familiar, é uma farsa. Com todas mentiras de Laura, Sarah se preocupa com um total absurdo (por exemplo, o fato de Laura estar fumando) – que, na verdade, são as coisas que devem preocupar os pais de uma menina de 17 anos de idade, em uma família normal. Em uma dessas cenas, Sarah diz a Laura: “Você pode me dizer qualquer coisa, eu vou entender ” que é outra das declarações dos Palmers que soam irônicas ao nosso ponto de vista, porque sabemos que Sarah constantemente se recusa a enfrentar a situação.

Há muitos indícios de instabilidade de Sarah que mostram sua necessidade de escapar o verdadeiro estado de sua família está, como seu hábito de fumar, as visões e sua obsessão de obter a ilusão de uma familia utópica. Um dos mais proeminentes padrões de comportamento de Sarah é fumar excessivamente. É tão exagerado que mesmo Donna, em uma ocasião, comenta que o uso excessivo como extremamente não-natural: “Se eu tivesse um níquel para cada cigarro fumado por sua mãe, eu estaria morta.”

Ao longo dos filmes e séries, uma ênfase especial foi colocada sobre suas visões, a mais importante das quais foi o Cavalo Branco – no filme em que aparece uma instância antes de a cena do abuso, e na série antes do assassinato de Maddy. O cavalo branco pode ser interpretado como o seu anseio de liberdade. A explicação lógica para essas alucinações, seria o efeito de drogas Leland tem lhe dando por anos. (NOTA: concessão silenciosa de Sarah é apresentada melhor  através do movimento suave e discreto de Leland, com a qual ele a encoraja a beber o leite drogado). Embora as visões são efeitos colaterais das drogas, eles colocam como um reflexo do seu estado interior. As visões do cavalo branco aparecem nestes momentos particulares, pois eles são os pontos de ruptura do estado família Palmer. No entanto, em ambos os casos, o Cavalo permanece inatingível e assim faz sua libertação).

Se alguém observar com cuidado, é visível na série os  detalhes cuidadosamente inseridos que trazem implicações de seu escapismo. Um dos mais interessantes é o livro “Como Falar alemão”, o que Sarah está lendo na cama, no cenário acima mencionado antes, onde Leland violenta Laura pela última vez. O título e o tema do livro parecem absolutamente ridículo e inapropriado em tal atmosfera de uma casa doentia.

 

Não há época melhor para ver filmes de terror do que no Halloween. Como muitos atores da nossa amada série já passaram pelo gênero, nosso colaborador Igor Leoni selecionou alguns filmes para vocês curtirem nessa data.

 

1- ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO (1979) – com Harry Dean Stanton (Carl Rodd)

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Muito antes de viver o dono do camping de trailers mal humorado de Os Últimos Dias de Laura Palmer, Harry integrou o elenco de um dos filmes mais sombrios e claustrofóbicos já feitos. Único terror dirigido por Ridley Scott (Blade Runner, Gladiador) o filme acompanha a tripulação de uma nave espacial que explora um planeta desconhecido e acaba trazendo a bordo um ser indestrutível, que irá caçá-los um a um. O filme lançou a atriz Sigourney Weaver ao estrelato e gerou três continuações e uma prequela (também dirigida por Ridley Scott). A última aparição de Harry faz parte de uma das cenas antológicas do filme.

 

2- CARRIE, A ESTRANHA (1976) – com Piper Laurie (Catherine Martell)

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Filme baseado no best seller do mestre do terror Stephen King, e dirigido por Brian De Palma (Scarface, Os Intocáveis) conta a história de uma jovem com poderes telecinéticos que é constantemente reprimida pela mãe, uma fanática religiosa, e pelos colegas de escola. Ao ser humilhada no baile de formatura, usa seus poderes para desencadear uma terrível vingança contra todos. Piper interpretou a mãe de Carrie e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, mas acabou perdendo para Beatrice Straight. Em uma entrevista ela contou que ao ler o roteiro, achou que a história se tratasse de uma comédia de humor negro e por isso interpretou a personagem da maneira mais histérica possível. Disponível no Netfllix.

 

3- DESAFIO DO ALÉM (1963) – com Russ Tamblyn (Lawrence Jacoby) 

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Antes de viver o psiquiatra apaixonado pelo Havaí, Russ Tamblyn marcou presença em alguns filmes clássicos, como o musical Amor, Sublime Amor, que também teve a presença de Richard Beymer (Ben Horne). Russ participou também desse terror psicológico, baseado no romance de Shirley Jackson The Haunting of Hill House. Na história, um cientista se isola com mais três pessoas em uma mansão aparentemente assombrada, em uma espécie de experimento para tentar entender o paranormal. Logo, estranhas manifestações começam a ocorrer, afetando principalmente uma das integrantes, e sua sanidade começa a ser questionada.

 

4- A PROFECIA (1976) – com David Warner (Thomas Eckhardt)

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Sim, antes de viver o misterioso e vingativo Thomas Eckhardt, David Warner deu as caras nesse clássico do terror. Dirigido por Richard Donner (Os Goonies, Duro de Matar), o filme conta a história de um embaixador americano (Gregory Peck) que adota uma criança que pode vir a se tornar a encarnação de Lúcifer na Terra. Intrigado com os misteriosos acontecimentos e mortes que circundam a criança, Peck irá se juntar ao fotógrafo interpretado por Warner para investigarem a fundo a origem do menino. Destaque para a última cena de Warner no filme, bastante famosa entre os fãs do gênero.

 

5- AS CRIATURAS ATRÁS DAS PAREDES (1991) – com Everett McGill e Wendy Robie (Ed e Nadine Hurley)

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Falecido no ano passado, o ícone do terror Wes Craven é mais conhecido por A Hora do Pesadelo e pela franquia Pânico, mas ainda possui muitos filmes interessantes em sua filmografia. Neste aqui, se inspirou no caso verídico de um casal lunático que sequestrava e aprisionava crianças no porão de sua casa. Ao assistir o trabalho de Everett e Wendy em Twin Peaks, Craven não teve dúvida de que seriam perfeitos para incorporar o peculiar casal. O filme mistura terror, humor negro e é recheado de cenas bizarras (marcas registradas de Craven). Não é um terror convencional que agrada qualquer tipo de público, mas adquiriu grande status cult ao longo dos anos e tem talvez as melhores atuações da carreira de McGill e Robie. Disponível no Netflix.

 

6- HALLOWEEN III (1982) – com Dan O’ Herlihy (Andrew Packard)

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O falecido marido de Josie que “volta dos mortos” já apareceu na franquia Halloween. Apesar de ter o “Halloween” no título, o filme tem uma história independente e não dá continuidade à saga do assassino Michael Myers, motivo pelo qual foi bastante criticado e fracassou nas bilheterias. Herlihy faz o papel do dono de uma fábrica de máscaras para Halloween que pretende mudar nosso planeta para sempre com um plano diabólico. Apesar de ter uma história bastante absurda e irracional, o filme ganhou status cult e tem produção e trilha sonora de John Carpenter.

 

7- SONÂMBULOS (1992) – com Mädchen Amick (Shelly Johnson) 

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Escrito especialmente para o cinema por Stephen King, o filme conta a história de duas criaturas nômades que vivem em nosso mundo disfarçadas como seres humanos e se alimentam da força vital de garotas virgens. Apesar de serem amantes, as criaturas vivem disfarçadas como mãe e filho, e o rapaz usará seu charme para seduzir Mädchen, a escolhida para ser a nova presa desses seres.

 

8- OS GAROTOS PERDIDOS (1987) – com Kiefer Sutherland (Sam Stanley)

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Filme de vampiros dos anos 80 que fez bastante sucesso com o público jovem. Mulher recém divorciada se muda com seus dois filhos adolescentes para cidadezinha litorânea. Lá, o filho mais velho passará a integrar uma gangue de motoqueiros baderneiros que se revelarão vampiros em busca de novos membros e novas vítimas. Kiefer interpreta o líder do bando e o mais maléfico dos vampiros. A banda Echo & The Bunnymen gravou um cover da música People Are Strange especialmente para a trilha do filme.

 

9- BRINQUEDO ASSASSINO 2 (1990) – com Grace Zabriskie (Sarah Palmer)

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Exato, Grace emprestou seus gritos e expressões histéricas para a franquia do boneco Chucky. Na segunda parte da série, a fábrica de brinquedos responsável pelo lançamento do boneco restaura os restos queimados de Chucky para espantar a má publicidade. Com um corpo novinho em folha, o boneco continuará a perseguir seu antigo dono e fará novas vítimas no caminho. Grace interpreta a diretora de um orfanato para crianças carentes e traumatizadas. Sua reação ao se deparar com o boneco assassino é hilária.

 

10- VAMPIROS (1998) – com Sheryl Lee (Laura Palmer)

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Dirigido por John Carpenter (Halloween, O Enigma de Outro Mundo), considerado um dos diretores mais importantes no campo do terror e da ficção científica. Em uma mistura de western e terror, o filme mostra um grupo de caçadores de vampiros liderados por James Woods (Videodrome, Era Uma Vez na América), que são financiados pela igreja católica e seguem pelo deserto à procura do vampiro supremo que pode ter iniciado toda a raça de criaturas bebedoras de sangue. Sheryl faz uma prostituta que acaba mordida e desenvolve um elo psíquico com o vampirão, e por isso será usada para rastreá-lo.

 

11- POLTERGEIST III (1988) – com Lara Flynn Boyle (Donna Hayward)

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Último filme da franquia Poltergeist, marcado pela trágica morte da garotinha Heather O’ Rourke, que interpretou a icônica Carol Anne nos três filmes da série. Aqui, Carol está morando temporariamente com os tios em um arranha céu em Chicago. Lara interpreta a prima adolescente da menina que acabará sendo vítima dos fantasmas que perseguem Carol por todo lugar. Coincidentemente, a personagem de Lara nesse filme também se chama Donna. Disponível no Netflix.

 

12- O ATAQUE DOS VERMES MALDITOS (1990) – com Charlotte Stewart (Betty Briggs)

TREMORS, Charlotte Stewart, Ariana Richards, Kevin Bacon, 1990

Clássico do SBT, o filme mistura terror, ação e humor e é o programa ideal para um domingo à tarde com um balde de pipoca no colo. População de uma cidadezinha no meio do deserto passa a ser atacada e devorada por criaturas carnívoras que vivem no subsolo e são atraídas por vibrações. Charlotte interpreta uma dona de casa que vive com a filha pequena na cidadezinha e que será alvo dos monstros. O filme tem o astro Kevin Bacon no papel principal.

 

13- OLHOS FAMINTOS 2 (2003) – com Ray Wise (Leland Palmer)

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Segundo filme da franquia Olhos Famintos, que conta a história de uma criatura morcega que desperta em determinadas épocas para se alimentar de seres humanos e é capaz de se auto regenerar. Ray interpreta um fazendeiro em busca de vingança após assistir seu filho caçula ser levado pelo monstro. Ele acabará intercedendo o ataque da criatura a um ônibus escolar em uma estrada deserta. O terceiro filme já está sendo preparado e Ray parece estar cotado para reprisar seu papel de justiceiro.

 

14- A VOLTA DOS MORTOS VIVOS PARTE II (1988) – com Dana Ashbrook (Bobby Briggs)

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Inspirada pelos filmes de zumbi de George Romero, essa franquia iniciada nos anos 80 mistura terror e humor. Aqui, um gás desenvolvido pelos militares acaba vazando no cemitério de uma cidadezinha e desperta os cadáveres ali enterrados. Sedentos por cérebro humano, os mortos atacarão a população local . Dana interpreta um técnico de TV a cabo que acaba metido na confusão e que se junta a um grupo de sobreviventes para enfrentar os mortos.

 

15- O ELEVADOR DA MORTE (2001) – com James Marshall (James Hurley)

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Remake americano do filme holandês De Lift (aqui lançado como O Elevador Assassino), o filme também mistura terror e humor negro. Os elevadores de um arranha céu passam a funcionar de maneira estranha, causando acidentes cada vez mais mortais. James interpreta o técnico em elevador que passará a investigar o que pode estar causando o “mal funcionamento” das máquinas. Sua parceira será uma repórter louca para conseguir um furo, interpretada por ninguém menos do que Naomi Watts, antes de conseguir seu grande papel em Cidade dos Sonhos.

 

16- LENDA URBANA (1998) – com Alicia Witt (Gersten Hayward)

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Alicia fez uma rápida aparição no seriado como a irmã caçula de Donna, que faz uma apresentação musical durante um jantar em que Leland acaba dando vexame. Alguns anos depois, já mais mocinha, estrelou esse terror adolescente ao lado do ator/cantor Jared Leto e do ícone do terror Robert Englund. Alicia interpreta uma estudante que vê seus amigos de faculdade sendo mortos um a um por um misterioso serial killer que se inspira em lendas urbanas para arquitetar seus assassinatos.

 

17- À BEIRA DA LOUCURA (1994) – com Frances Bay (Mrs. Tremond)

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Você achou que a enigmática Mrs. Tremond era o papel mais bizarro que essa velhinha já interpretou? Pois reconsidere. Neste terror, também dirigido pelo renomado John Carpenter, um escritor de best sellers de terror desaparece misteriosamente e sua agente literária e um detetive especializado em fraudes acabam em uma estranha cidadezinha procurando por ele. Frances faz uma participação especial como uma estranha senhora, dona da pensão local. David Warner, já citado lá em cima, também faz uma aparição como um psiquiatra. O filme tem efeitos especiais de George Lucas e é considerado um dos melhores filmes da carreira de Carpenter, com momentos realmente horripilantes.

 

18- UM DRINK NO INFERNO (1996) – com Michael Parks (Jean Renault)

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A comédia de terror dirigida por Robert Rodriguez (A Balada do Pistoleiro, Sin City) e roteirizada por Quentin Tarantino (Pulp Fiction, Kill Bill) ganhou grande status cult ao longo dos anos. O filme não só lançou George Clooney e Salma Hayek no cinema, como ainda trás no elenco o próprio Tarantino, Harvey Keitel e Juliette Lewis. Na história, dois irmãos criminosos procurados pela polícia sequestram a família de um pastor para poderem atravessar a fronteira para o México. Acabam indo parar em um bar de beira de estrada habitado por vampiros sanguinários e precisam se virar para sobreviver à noite. Michael Parks, que já é presença constante nos filmes de Tarantino, faz uma participação especial na excelente cena de abertura como um policial enxerido. Disponível no Netflix.

 

19- AMALDIÇOADO (2013) – com Heather Graham (Annie Blackburn)

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Adaptação para o cinema do best seller Horns (aqui traduzido como O Pacto) escrito por Joe Hill, filho de Stephen King. Na história, Daniel Radcliffe (Harry Potter) vive um rapaz que tem sua vida destroçada ao ser falsamente acusado de ter assassinado sua namorada. Certa manhã, acorda com um par de chifres na testa, e aos poucos vai descobrindo que esses chifres trazem à tona o que existe de pior nas pessoas. Heather é coadjuvante, mas seu papel lembra sua personagem em Twin Peaks, uma garçonete de cidade do interior. Sua última aparição está entre as melhores cenas do filme.

 

20- TERROR A BORDO (1989) – com Billy Zane (John Justice Wheeler) 

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Mais na categoria suspense do que terror, mas merece ser mencionado. Após perderem o filho pequeno em um acidente, casal (Sam Neill e Nicole Kidman) resolve se isolar em um veleiro em alto mar para se recuperarem. Lá acabam resgatando o único sobrevivente de uma embarcação (Billy Zane), que se revelará um psicopata perigoso que colocará a vida de ambos em risco. Esqueça o charme e os galanteios do personagem de Zane em Twin Peaks, aqui ele faz um homem perturbado e sanguinário, talvez no momento mais feliz de sua carreira.